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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
segunda-feira 30/12/13 17:27

A terceirização da culpa

Em tempos de campanha nenhuma ação ou declaração política deve merecer leitura que as desvinculem do interesse eleitoral. Ele prevalece acima de qualquer outro aspecto, em desfavor do interesse público. Como disse a presidente Dilma Rousseff, na sua única frase politicamente sincera até aqui, em eleição “faz-se o diabo”. Na alegoria cristã, uma das armas mais poderosas do referido é a mentira, em todas as suas formas – da dissimulação à hipocrisia, da meia-verdade à terceirização de culpas, das intenções ocultas ...

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segunda-feira 30/12/13 15:33

Sarney lamenta violência nos presídios

Do ex-presidente da República e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebi correspondência em que contesta a interpretação de declaração sua a respeito das denúncias relativas ao presídio de Pedrinhas, no Maranhão, amplamente divulgadas na última semana. Como se sabe, documento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) relata gravíssimos casos de desrespeito aos direitos humanos naquela Casa de Detenção - desde violência física em proporções  dramáticas até abusos sexuais contra famílias de detentos submetidos ao comando do crime na cadeia. Na coluna dominical ...

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sábado 28/12/13 15:09

Ajustes de 2015 ameaçam orçamento impositivo como regra permanente

A sanção do orçamento impositivo das emendas parlamentares para 2014 deverá enfraquecer a tentativa dos congressistas de tornar a regra permanente. Em vez da pressa exibida neste ano, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) seguirá sua tramitação rotineira a partir de fevereiro, informa ao Análise Política o deputado Danilo Forte (PMDB-CE), relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) sancionada pela presidente Dilma Rousseff nessa quinta-feira. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), principal patrocinador do orçamento impositivo, cogitou suprimir ...

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sexta-feira 27/12/13 18:24

Desgaste interno e externo compromete metas de Renan e Ideli

Ao final do ano, duas perdas políticas parecem desenhadas sem maiores chances de reversão: a da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati (PT-SC), que pretende voltar ao Senado; e o sonho do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), de reeleger-se para o cargo

São dois casos de desgaste aparentemente irreversíveis – um, junto ao público interno; outro, ao externo.

A ministra Ideli Salvati fechou o ano confirmando sua dificuldade pessoal em se impor como canal de mediação entre a base aliada e o Planalto, em que pese a seu favor a centralização da presidente Dilma Rousseff, muitas vezes ceifadora de voluntarismos.

Aspirante a candidata ao Senado por Santa Catarina, Ideli vê se esvairem as condições favoráveis ao seu pleito. Dificilmente obterá legenda no Estado para seu retorno ao Senado, o que restringe sua possibilidade parlamentar à Câmara.

Mesmo assim, não será tão fácil. Ideli também andou misturando público e privado em andanças pela sua região eleitoral, num périplo que ficou marcado pelo uso do helicóptero que atendia a resgates de acidentados e doentes pelo Samu.

Se nem Câmara e nem Senado, restará à ministra manter-se no cargo ou contentar-se com menos, o que dependerá da boa vontade – e das possibilidades políticas da presidente da República. Ideli, como se sabe, tem um índice de rejeição na base aliada – e, de resto, no Congresso -, que beira os 100%.

Já Renan Calheiros parece empenhado em trabalhar para que a preferência do PT, de que dispute o governo de Alagoas e desista da reeleição à presidência do Senado, se consume. O PT concorda em apoiá-lo para o executivo estadual, porque o quer longe do Senado, mas o plano de Renan é de tentar a reeleição e emplacar o filho para o governo estadual – duas operações para as quais pleiteia o apoio do Planalto.

Sua reincidência em uso de avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para fins particulares, porém, pode ter sido a pá de cal nas suas pretensões. Depois de ir a um casamento em Trancoso, em jato da FAB, resolveu repetir a dose, desta vez, no Recife, para implante de cabelos.

A péssima repercussão pública do fato dá ao PT e ao governo – e aos seus adversários, em geral-, munição para matar suas pretensões. Basta manter o comportamento do senador na pauta para que ele perca as condições de tentar a reeleição ao cargo.

Não se pode imaginar que raciocínio orientou Renan a repetir a dose e nem se tem uma assessoria que o alerte para esse tipo de imprevidência – ou se, simplesmente, não aceita as restrições ao uso da aeronave. O fato é que está, a cada dia, ampliando a rejeição ao seu nome, de dentro para fora, o que acaba fazendo um todo.

A eventual inviabilização de Renan como candidato à presidência do Senado, não se traduz como o fim do rodízio PT/PMDB que tem prevalecido para as chefias das duas casas do Legislativo. Mas pode lhe dar poder de barganha para romper o ciclo na Câmara, onde não há, como no Senado, a regra que garante ao partido majoritário a vaga.

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sábado 21/12/13 17:57

PMDB abre 2014 com guerra a vetos de Dilma

O ano legislativo de 2014 já deverá começar com confronto aberto entre o Executivo e o Legislativo. O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), avisa que irá trabalhar para derrubar os vetos da presidente Dilma Rousseff a dois projetos de interesse dos peemedebistas: a minirreforma eleitoral e a criação de novos municípios. "Não tem parâmetro em nenhum outro momento da nossa história o Executivo vetar matéria de cunho eleitoral", afirmou. "O Executivo sempre sancionou, até por uma questão filosófica, ...

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sexta-feira 20/12/13 20:00

Caças em casa, caos aéreo no horizonte

Sobra da decisão pela compra dos caças suecos, um troco eleitoral na forma de lição aos Estados Unidos e França, a ser capitalizado certamente pelo governo durante a campanha presiencial. Sem o estardalhaço do discurso anti-imperialista, o Planalto deu tratamento diplomático de reciprocidade aos dois países, ainda que a opção pelos aviões suecos não tenha se baseado apenas nisso. Deu-se o chamado efeito de “conjunto da obra”. A soma de todos os fatores, nesse caso, alterou o produto – dos Rafale ...

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quarta-feira 18/12/13 15:30

Para Aécio, campanha começa agora

Parece claro que as diretrizes anunciadas pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) não constituem um programa de governo, que talvez fosse a expectativa de muitos, mas apenas diretrizes mesmo. Uma seleção de pontos considerados prioritários para o candidato de oposição que deverá formar a espinha dorsal do roteiro de campanha e, mais à frente, um programa consistente de governo. Os últimos movimentos de Aécio sugerem que tenha incorporado como necessidade estratégica a pressão do partido e de aliados, em geral, por uma ...

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terça-feira 17/12/13 14:55

Serra e programa dão a Aécio dianteira na oposição

O lançamento dos princípios que nortearão a campanha do PSDB no mesmo dia em que o ex-governador José Serra abre caminho à consolidação da candidatura do senador Aécio Neves (MG), são dois fatos importantes não só pela perspectiva de unidade que projetam, mas também por queimar etapas no processo de afirmação do partido como principal concorrente ao segundo turno contra a candidatura oficial da presidente Dilma Rousseff.

Por mais que estivesse acertado com Serra o apoio ao senador mineiro ...

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segunda-feira 16/12/13 17:10

Campanha antecipada opõe Justiça Eleitoral e Ministério Público

Com a campanha eleitoral já em curso, desenvolve-se um debate tardio – e ainda informal - no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o limite da intervenção judicial para coibir abusos de candidatos, cujas punições podem ter efeito retroativo. Um mecanismo que pode fazer justiça, mas que diante da habitual demora processual acaba quase sempre sucumbindo ao fato consumado, ou sendo aplicado quando o mandato do infrator eleito já foi exercido além de sua metade. O ponto central da discussão parece ser o ...

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