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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
sexta-feira 30/08/13 16:18

Emenda de Jarbas é caminho mais curto contra impunidade

A previsão de que a absolvição do deputado Natan Donadon, pela Câmara, levará ao fim do voto secreto, pode estar correta se considerada a exceção para as matérias que disserem respeito aos vetos presidenciais. Possivelmente as iniciativas pelo fim desse expediente ainda não vingaram por não considerarem esse ponto -  o mais caro ao parlamentar, por poupá-lo de retaliações do Executivo, especialmente os da base de sustentação do governo. Não que esse fator responda pela resistência histórica ao fim do voto ...

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terça-feira 27/08/13 15:00

Rede, a travessia de seita a partido

As dificuldades da ex-senadora Marina Silva para obter o registro do partido com o qual idealiza concorrer à Presidência da República – a Rede Sustentabilidade-, são indicativos do amadorismo que caracteriza as ações de seu grupo, até certo ponto compreensível, embora à frente da empreitada, além da própria Marina, estejam perfis com razoável rodagem política. Marina desperdiçou dois anos preciosos antes de decidir pela fundação do partido, tempo que lhe custa o estresse atual. O que mais importa na fundação de ...

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segunda-feira 26/08/13 14:00

PSB calcula ampliar para 50 deputados a bancada federal

Enquanto não oficializa a candidatura do governador de Pernambuco e presidente do partido, Eduardo Campos, à presidência da República, o PSB investe na segunda prioridade da sigla – a formação das chapas proporcionais. É a composição dessas chapas que garante maior tempo de televisão para os candidatos aos governos estaduais e à presidência. A definição do tempo de propaganda, pela Justiça Eleitoral, leva em conta o tamanho das bancadas na Câmara dos Deputados, o partido estabeleceu como meta ampliar de 35 ...

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quinta-feira 22/08/13 17:34

Um programa de exceções

Há mais de um aspecto a ser levantado nessa decisão do governo de importar quatro mil médicos cubanos, depois de ter recuado da intenção anunciada. Na época, disse que não faria mais o que acabou fazendo, não só pela reação da corporação médica nacional, mas também devido ao sistema cubano de não permitir o pagamento direto do salário aos seus cidadãos.

Fiel ao estilo que o caracteriza de negar o que vai fazer – e, muitas vezes, até o que está fazendo -, o governo do PT simulou a desistência que agora revoga, deixou os ânimos baixarem e ressurgiu com o fato consumado, convênio assinado e imposto à revelia das ponderações consistentes que ainda prevalecem.

Independentemente do mérito sobre a importação de profissionais de outros países, o que diz respeito exclusivamente aos cubanos merece a contestação da categoria médica e o anunciado questionamento judicial.

Embora o foco da corporação seja a dúvida sobre a qualidade do atendimento que esses profissionais possam prestar, dada as diferenças de formação e de idioma, há o tratamento discriminatório entre eles e os demais participantes do programa governamental.

O governo vai pagar os salários dos integrantes do programa, de forma direta e o dos cubanos deixará por conta do governo de Fidel Castro, que receberá os recursos do Brasil para estabelecer o salário de seus compatriotas. Ou seja, os cubanos receberão, pelo padrão da Ilha, 70%  menos que os demais pelos mesmos serviços prestados em território nacional, dentro de um programa oficial, e desvinculados da CLT.

Para compensar, os municípios alcançados pelo programa arcarão com moradia e alimentação desse contingente à parte que será importado em regime específico, já produzindo novas diferenças entre os integrantes do programa: uns terão moradia e alimentação, outros não, e já se pode imaginar as confusões futuras, considerados os diversos tipos de auxílios que compõem os contracheques do serviço público brasileiro  – desde o auxílio-paletó até o de alimentação retroativa.

Pode-se imaginar um médico brasileiro do programa reivindicando, em algum momento, isonomia com aqueles que têm auxílio-moradia, já que o governo brasileiro despende a mesma quantia para ambos, não importando se o governo cubano desconta em 70% os de seu país.

Num país como o Brasil, com uma justiça trabalhista extremamente rigorosa – muitas vezes bem além do razoável -, não deixa de ser estranho que o governo implante um programa que viola todas as regras e conceitos da legislação trabalhista nacional, (sem 13º, FGTS e outros benefícios cobrados ao empresário privado), aplicando-a  ainda de forma distinta entre os participantes.

Por trás do recuo do governo está a baixa adesão (só 10,5%) ao programa, impondo o acordo com Cuba, antes admitido como problemático pelos pontos já mencionados, que também torna compulsório o local de trabalho dos cubanos, sem direito a escolher, como os demais, dentro do mapa do programa onde gostariam de atuar: ocuparão os 701 postos desprezados pelos que já se inscreveram.

É uma exceção atrás da outra, num efeito cascata demonstrativo de que o governo perdeu os limites na tentativa desesperada de fazer do Mais Médicos a marca que ainda não conseguiu associar à sua gestão, numa admissão de fracasso do PAC – lançado com esse propósito -, do qual é mais emblemática a falência da infraestrutura nacional.

Importante observar que a forma como esse processo foi encaminhado, e as anomalias que adota, podem fornecer o atestado de óbito que falta para decretar oficialmente a morte do ministério do Trabalho, alheio a um processo que lhe diz inteiro respeito, mas conduzido pelo Planalto e pelo Itamarati.

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quarta-feira 21/08/13 17:00

Gestos do governo não revertem desconfiança dos investidores

A indagação da hora é sobre a razão pela qual não se nota reação positiva dos investidores às sinalizações de mudanças na condução da gestão econômica, combinada com o esforço de aproximação com o Congresso Nacional. O ponto final na contabilidade criativa e o retorno Banco Central à cena, aliado ao compromisso de combate à inflação, teoricamente deveriam gerar novas expectativas. De fato, o governo tem dado visibilidade a esses movimentos, na tentativa de resgatar a confiança nos dois universos, abalada ...

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terça-feira 20/08/13 18:23

Campanha da JBS e troca na agricultura irritam ruralistas

Dois episódios voltam a acirrar os ânimos da bancada ruralista no Congresso contra o governo: a nomeação do advogado Rodrigo Figueiredo para a Secretaria de Defesa Agropecuária (DAS), do Ministério da Agricultura, e o uso do financiamento do BNDES ao grupo JBS-Friboi, no valor de R$ 7 bilhões, para uma estratégia, segundo a Confederação Nacional da Agricultura de consolidação do monopólio da empresa no mercado. Em ambas, representantes do setor do agronegócio enxergam as digitais do PMDB, em parceria com o ...

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terça-feira 13/08/13 19:00

Cenário ainda é instável para Dilma

À parte a leve recuperação da presidente Dilma na pesquisa mais recente, o dado de maior importância da consulta é a blindagem que pode representar para sua frágil aprovação  o índice registrado pelo seu mentor, o ex-presidente Lula, com 51% de intenções de voto, o que lhe daria vitória no primeiro turno. Embora sujeito a oscilação para baixo, esse porcentual funciona como uma garantia de vitória quando acionada na campanha. Significa também que o ex-presidente conseguiu se descolar dos maus resultados ...

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segunda-feira 12/08/13 20:09

Oposição assiste ao governo fazer campanha

A recuperação parcial da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas é de pequeno porte, mas tem importante significado por ser a única entre as personagens e instituições atingidas pelas críticas das ruas a obter algum resultado positivo. Os demais – Congresso e candidatos -, apesar de esboçarem reações, não conseguiram reverter os pontos perdidos. É de se perguntar a razão dessa melhora da presidente, uma vez que não corresponde a qualquer medida efetiva que tenha promovido alguma mudança no quadro de estagnação ...

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domingo 11/08/13 12:46

Polêmica compra de caças volta à pauta

A polêmica concorrência para renovação da frota de caças da Força Aérea Brasília (FAB) volta à pauta na próxima terça-feira, quando o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, expõe aos deputados da Comissão de Relações Exteriores o andamento das negociações. Também há expectativa de que o ministro da Defesa, Celso Amorim, vá ao Congresso ainda neste mês informar os parlamentares sobre os últimos movimentos da licitação e traçar um cronograma para possível desfecho da compra até o fim do ano. Há duas sinalizações ...

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