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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
quarta-feira 31/07/13 21:00

Governo continua falando sozinho

A forma atabalhoada como o governo reagiu às manifestações de rua continua produzindo seus efeitos negativos. Depois da Constituinte, do natimorto plebiscito e da reforma política que não sai antes de 2014, chegou a vez do recuo no programa Mais Médicos, que começa a ser revisto antes mesmo de tramitar no Legislativo. Só mesmo uma desorientação geral pode explicar a ampliação do curso de medicina em dois anos, da qual o governo hoje desistiu, sem prévia consulta à classe profissional afetada ...

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terça-feira 30/07/13 14:30

2018 em 2014

Não se pode assegurar como definitiva a circunstância de crise atravessada pelo governo Dilma Rousseff , assim como a continuidade do índice de 30% de aprovação da presidente,  insuficiente  para assegurar-lhe a reeleição. Feita a ressalva, o cenário presente indica que a disputa de 2014 ganhou a característica de eleição aberta, antes prevista para 2018, quando Dilma, concluído seu segundo mandato, não mais poderia concorrer. Com índices altos de aprovação, a reeleição da presidente era considerada indiscutível. No máximo, admitia-se um ...

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segunda-feira 29/07/13 16:28

Lula assume riscos do governo Dilma

Possivelmente a presidente Dilma Rousseff cumpriu um roteiro recomendado por análises de governo nas respostas dadas à repórter Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, na entrevista publicada neste domingo. O maior indicativo dessa possibilidade é a ênfase na aliança com Lula, com 41% de aprovação registrados na mesma pesquisa que mantém Dilma no patamar de 30%. Esses porcentuais indicam que Dilma despencou - e permaneceu - no patamar histórico de votação do PT, enquanto Lula se mantém muito ...

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segunda-feira 29/07/13 14:16

Documento inicia ataques do PSB à gestão econômica

Em tom ainda propositivo, o PSB prepara a defesa de mudanças na economia, que vão tornar públicas as críticas ao governo Dilma Rousseff.  A característica de proposta é tática: o tom amistoso é indispensável para submeter as críticas à conveniência de adiar a ruptura com o governo, que implicaria a entrega dos cargos ocupados na estrutura federal.

Menos por isso, e mais pelo receio dos governadores do partido de serem retaliados pelo governo federal, é que o PSB opera com o prazo do final do ano para o desembarque do governo. O documento em gestação é uma primeira peça concreta que materializa a campanha aberta de Eduardo Campos.

A avaliação do PSB é de que o ambiente econômico vai se deteriorar ainda mais, com provável agravamento dos índices de desemprego, até aqui contidos por uma “tolerância”do empresariado. Para o partido, o governo já perdeu o ano de 2013 e não emite sinais de que admite a necessidade de mudanças no receituário econômico. “Vamos mostrar nosso ponto-de-vista”, informa o líder na Câmara, Beto Albuquerque (RS).

A decisão sobre a oportunidade de lançar o documento se baseia na premissa de que  mercado ainda manterá uma expectativa de retomada do crescimento econômico até setembro, mas que depois disso será vencido pelo pessimismo. Já aprovadas as diretrizes pela Executiva Nacional, o trabalho terá o ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes, entre seus principais elaboradores e deverá ser divulgado ainda em agosto.

O verniz utilizado para justificar seu lançamento não é suficiente para retirar a característica de peça de campanha e nem do início de um comportamento mais agressivo do partido em relação ao governo, do qual ainda participa. Ele coincide com os movimentos pela unidade interna, iniciados pelo governador Eduardo Campos, na tentativa de eliminar as arestas à sua candidatura em 2014.

A mudança da política econômica e a eficiência da gestão formam o eixo da campanha de Eduardo Campos. A retomada do crescimento é a pedra de toque da candidatura construída a partir de críticas amenas, vendidas como forma de ajudar o governo a “ganhar 2013”, mas já baseadas na convicção de que Dilma perdera a batalha econômica. (com Helayne Boaventura)

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quinta-feira 25/07/13 12:00

E Ele voltou

“A Dilma não é nada mais que uma extensão da gente lá”. A afirmação do ex-presidente Lula, marcando seu retorno ao cenário político depois de longo silêncio, tem mais de um destinatário. Alguns, na verdade. O tom de alerta a direciona para o PMDB, para a mídia (que ele desancou no mesmo discurso), mas é, principalmente, para o PT e para a própria presidente. Direcioná-la para os conservadores é mero truque: o PT foi chamado às falas pelo seu líder maior ...

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terça-feira 23/07/13 14:09

A pausa de Eduardo Campos

A interpretação de renúncia de Eduardo Campos à candidatura presidencial, em  2014, surgida após a notória pausa em sua pré-campanha, é vista com um misto de cautela e ceticismo nos meios políticos. Para lideranças experientes, seria tarde demais para um recuo, e o silêncio de Campos pode ter outras motivações – desde uma parada para avaliar os protestos das ruas até um cenário mais consolidado da situação do governo Dilma. Os dois encontros conhecidos com Lula desde a queda da presidente ...

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quarta-feira 17/07/13 17:38

Só boa expectativa na economia submete adversários

Realizada sem a distância desejável em relação à pesquisa Datafolha, a consulta encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que confirma os índices negativos da anterior, não é vista pelo governo como referência válida para medir a repercussão das reações da presidente Dilma Rousseff aos protestos de rua. Mantém, porém, a tensão na cúpula palaciana e nos partidos da base. Ainda que essa teoria pudesse ser indiscutível, por si só não ameniza a gravidade do momento enfrentado pelo ...

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segunda-feira 15/07/13 17:40

Fim do foro privilegiado é esperteza da “agenda positiva”

O fracasso das manifestações das centrais sindicais, de adesão muito aquém da expectativa de seus promotores, acentua o caráter apartidário das passeatas de protesto que recusaram as representações partidárias nas ruas e a supremacia destas sobre aquelas. A comparação autoriza a conclusão de que a chamada pauta das ruas é essencialmente uma cobrança pela prestação de serviços proporcional aos impostos pagos pelo contribuinte. A cobrança é geral - alcança Executivo, Legislativo e Judiciário - e não se mostra ...

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quinta-feira 11/07/13 16:00

A opção pelo confronto com o Congresso

A receita que o governo adota para enfrentar o desgaste político refletido na queda brusca da aprovação presidencial, parece se resumir no empenho em desgastar o Congresso Nacional, numa tentativa de isolá-lo no papel de vilão da crise, enquanto produz aleatoriamente factoides destinados a demonstrar um ativismo de efeito maquiador para o seu verdadeiro problema – a gestão ineficiente. As afirmações do ministro Aloízio Mercadante, da Educação, aos jornalistas Fernando ...

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