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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
sexta-feira 28/06/13 15:00

Câmara fez o dever de casa, já o Senado…

Até aqui, a Câmara foi quem se saiu melhor na reação às manifestações de rua que cobram por melhores serviços - o tal padrão Fifa por parte do Estado - até a mudança de comportamento dos políticos, uma pauta vinculada diretamente ao combate à corrupção. Por ora, o Executivo e o Senado não saíram do vício do marketing. A Câmara não dispensou a folga nacional na quarta-feira para ver o jogo da seleção brasileira, mas, ...

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quarta-feira 26/06/13 17:00

Crise força diálogo de Dilma com o Congresso

Em situações de crise governos costumam recorrer ao Congresso Nacional numa espécie de trégua nas relações habitualmente marcadas pelas divergências, mesmo com suas bases de sustentação. Geralmente obtêm o apoio para a travessia até que se restabeleça a normalidade.

São exemplos mais recentes na história os governos Sarney e Itamar Franco, que assim agiram em momentos de fragilidade institucional  - o primeiro, saído de uma ruptura representada pelo fim do regime militar; o segundo, ...

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quarta-feira 26/06/13 16:13

Sob pressão, Câmara adota rito sumário para cassar condenado

A pena de prisão decretada hoje pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO) surpreendeu a Câmara dos deputados, mas não gerou a reação provável se ocorresse antes dos movimentos de rua das duas últimas semanas. Com o combate à corrupção na ordem do dia, o corporativismo pôs as barbas de molho. Apesar de acusarem o golpe, a decisão foi a adoção de um rito sumário para o processo de decretação de ...

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quarta-feira 26/06/13 07:00

Crise coincide com avaliações ruins de governos petistas

governador da Bahia Jaques Wagner – Foto: Estadão Conteúdo

A onda de manifestações que tomou as ruas do País coincide com um mau momento das administrações petistas. Internamente, a cúpula petista ainda não digeriu o tropeço do presidente Rui Falcão, que convocou a militância para se unir aos manifestantes nos protestos. Bandeiras vermelhas foram queimadas e militantes expulsos das passeatas.

No plano regional, o cenário também não é promissor. Os cinco governadores petistas estão mal avaliados, sem perspectivas de reeleição ou de fazerem o sucessor.

Na Bahia, o governador Jaques Wagner enfrenta altos índices de rejeição. Sem nomes competitivos no partido para fazer o sucessor, Wagner costura uma aliança com o PSD do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab. A ideia é lançar o seu vice-governador, Otto Alencar (PSD) ao governo, reservando ao PT um lugar na chapa majoritária, de candidato a vice ou ao Senado.

Por sua vez, Wagner deve lançar-se candidato a deputado federal. Ele já atua, nos bastidores, como um dos articuladores da campanha à reeleição de Dilma. Para se movimentar com mais liberdade, planeja concorrer à Câmara federal, numa campanha que lhe exigirá menos esforço.

No Rio Grande do Sul, o governador Tarso Genro também chegou ao terceiro ano do mandato com baixa popularidade. Além disso, enfrenta a tradição gaúcha de não reeleger governantes, seja qual for o partido. Sem um nome competitivo para a sucessão de Genro, o PT pode acabar apoiando um candidato do PMDB, em nome da aliança nacional.

O aliado tem dois candidatos em potencial: o ex-governador Germano Rigotto e o prefeito de Caxias do Sul, Ivo Sartori. Mas no momento, quem lidera as pesquisas para governador é a senadora Ana Amélia (PP), que vem sendo cortejada pelo PSDB e pelo PSB de Eduardo Campos.

No Distrito Federal, o governador Agnelo Queiroz também enfrenta a baixa popularidade, com poucas chances de se reeleger. Um dos motivos são as críticas aos gastos com a reforma e ampliação do estádio Mané Garrincha, sede dos jogos das Copas do Mundo e das Confederações. Os gastos superaram R$ 1,4 bilhão, transformando-o na arena mais cara do País, superando até o Maracanã no Rio de Janeiro.

Agnelo ainda enfrenta desavenças dentro de casa. Desentendeu-se com seu vice-governador, Tadeu Filippelli, do PMDB, que já costura a candidatura própria à sucessão do titular em 2014.

O governador de Sergipe, Marcelo Déda – um quadro histórico do PT – também enfrenta dificuldades para fazer o sucessor. Déda sofre desgaste após dois mandatos consecutivos, ao mesmo tempo em que luta contra um câncer no estômago.

Nos últimos meses, ele travou um embate com a Assembleia Legislativa para aprovar um plano de investimentos que previa empréstimos de R$ 560 milhões junto ao BNDES e à Caixa Econômica Federal.

Após uma primeira rejeição, os empréstimos foram aprovados em maio, com valores menores que o inicialmente previsto.

Sem nomes fortes para a sucessão de Déda, o PT esboça um acordo com o PMDB para apoiar a candidatura do vice-governador, Jackson Barreto. Mas quem lidera as intenções de votos para o governo de Sergipe é o senador Eduardo Amorim, do PSC – que pode eleger o seu primeiro governador em 2014.

Por fim, no Acre, os irmãos Tião Viana (governador) e Jorge Viana (senador) enfrentam o desgaste de mais de 20 anos revezando-se no comando do Estado. Além disso, há dois meses, Tião Viana viu-se envolvido na operação G7 da Polícia Federal.

A operação desmantelou um esquema de fraudes em licitações no Estado.  Dos 15 presos, destaca-se o sobrinho do governador – Tiago Paiva, funcionário da secretária de Saúde.

 

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terça-feira 25/06/13 18:00

Recuo na Constituinte exibe desarticulação do Planalto

Brasília,25 - O recuo, menos de 24 horas depois do anúncio, da proposta de uma Constituinte exclusiva, demonstra o quanto o governo está agindo movido por uma pressa de fundo eleitoral. A reação do Planalto às manifestações mostrou-se tão rápida quanto desarticulada, com a digital ainda da área de marketing, que continua conduzindo o processo político. A presidente Dilma se expôs ao absorver uma estratégia que tentava expor Congresso e poderes estaduais. Não buscou o entendimento para lançar tese tão polêmica e ...

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terça-feira 25/06/13 12:43

Projeto dos royalties para educação é “superficial”, diz relator

[caption id="attachment_5326" align="aligncenter" width="288"] deputado federal André Figueiredo (PDT-CE) - Foto: André Dusek[/caption] O líder do PDT, deputado André Figueiredo (CE), relator do projeto que destina 100% dos royalties do petróleo para a educação, criticou a proposta original do Executivo enviada ao Congresso. Chamou de "superficial" e sugeriu que a presidente Dilma Rousseff desconhecesse o texto, que foi costurado na Casa Civil antes de ser enviado à Câmara. Ele adiantou as mudanças que ...

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segunda-feira 24/06/13 14:00

Pressa da rua aumenta chance de royalties na Educação

A onda de protestos em todo o Brasil aumentou a pressão para que os deputados aprovem, na semana que vem, o projeto de lei do Executivo que destina 100% da receita de royalties do petróleo para a educação. O combate à corrupção e a melhoria dos serviços públicos nas áreas de educação, saúde e transportes dominam a pauta de reivindicações. No pronunciamento da última sexta-feira, a presidente enxergou a oportunidade e ofereceu o projeto como uma das respostas às ruas. Ao ...

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quarta-feira 19/06/13 21:09

Após manifestações, Congresso pauta redução das tarifas de ônibus

A classe política ainda tenta assimilar a onda de manifestações nas principais capitais do País. Mas uma das reações concretas foi pautar projetos e debates no Congresso nos próximos dias, voltados à redução das tarifas do transporte público - uma das bandeiras que deflagrou os primeiros protestos. "Chegou a hora do parlamento ouvir mais e falar menos", diz o líder do PSB, deputado Beto Albuquerque (RS), que propôs um debate na Câmara com a participação de representantes do Movimento Passe Livre ...

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quarta-feira 12/06/13 16:12

Depois de Dilma, Temer vai conversar com Lula

[caption id="attachment_5293" align="aligncenter" width="562"] Michel Temer - Foto: Ed Ferreira[/caption] O vice-presidente Michel Temer vai se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos próximos dias. É um desdobramento da conversa do PMDB com a presidente Dilma Rousseff na última segunda-feira (3), que contou com o próprio Temer, além dos presidentes da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Lula lidera a articulação política no PT e ...

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