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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
quarta-feira 30/05/12 16:16

A derrapada de Marco Maia

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), precisa esclarecer se a dúvida que alimenta sobre o comportamento do ministro Gilmar Mendes é do dirigente da instituição ou do deputado do Partido dos Trabalhadores. Sua crítica pública teve o ímpeto do parlamentar engajado nas causas do partido e o descuido com o caráter institucional do cargo que ocupa. A condição de parlamentar não o dispensa da postura institucional de presidente da Câmara, que impõe distanciamento das questões partidárias. A sincronia entre a sua ...

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terça-feira 29/05/12 19:38

Relator tentou limitar quebra de sigilo da Delta nacional

O relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), ensaiou uma manobra de última hora para restringir a quebra do sigilo bancário, fiscal e telefônico da matriz da empresa Delta Construções, sediada no Rio de Janeiro. Ele propôs a votação de um requerimento - que não constava da pauta -, de autoria dos deputados Filipe Pereira (PSC-RJ) e Luiz Pitiman (PMDB-DF), que sugeria a quebra do sigilo bancário da Delta, limitado “às contas que serviram à organização criminosa”. Estas contas, ...

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terça-feira 29/05/12 11:48

Novas regras de defesa da concorrência valem a partir de hoje

Entra em vigor hoje (29/5) a nova lei que reformulou o sistema brasileiro de defesa da concorrência e criou o chamado “Super Cade”, que teve a estrutura ampliada ao incorporar atribuições da Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça. A principal mudança é que, pelo novo modelo, fusões e aquisições serão submetidas ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) antes de consumadas, ao contrário do que ocorre hoje. O modelo de análise posterior, depois de efetivadas as ...

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terça-feira 22/05/12 12:32

Cachoeira repete silêncio da CPI dos Bingos

O contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira, não fará hoje sua estreia em comissões parlamentares de inquérito no depoimento programado para 14 horas. Em julho de 2005, ele depôs à CPI dos Bingos instaurada pelo Senado para investigar a relação das casas de jogos com o crime organizado.

A investigação foi deflagrada após a divulgação pela imprensa, em fevereiro de 2004, de uma fita gravada pelo próprio Cachoeira em que o então assessor parlamentar da Casa Civil, Waldomiro Diniz, aparecia pedindo propina para campanhas eleitorais do PT e para ele próprio. A fita havia sido gravada em 2002, quando Diniz era presidente da Loteria do Rio de Janeiro (Loterj). As imagens deflagraram a primeira crise política do governo Lula e culminariam na demissão do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.

O depoimento de Cachoeira aos senadores da CPI dos Bingos foi sucinto e evasivo e não contribuiu para as investigações. Para o depoimento de hoje na CPI que investiga as relações do contraventor com políticos e a empreiteira Delta, a expectativa é ainda menor. A defesa dele já avisou que ele permanecerá calado, embora os integrantes da comissão tenham se municiado com mais de 150 perguntas.

Em 2005, Cachoeira se restringiu a comentários breves sobre suas atividades na exploração de loterias e a reafirmar os depoimentos que havia prestado ao Ministério Público. Disse aos senadores que sua meta era implantar em todos os estados um sistema de controle de loterias, videoloterias e apostas online, caso este modelo fosse legalizado. Afirmou que procurou a Gtech – multinacional que havia sido contratada pelo governo federal para explorar as loterias da Caixa Econômica Federal – para fechar parcerias no âmbito estadual. E defendeu a legalização dos jogos no Brasil.

Quando gravou o pedido de propina de Waldomiro, Cachoeira era sócio da Gerplan, concessionária que explorava a extinta Loteria do Estado de Goiás (LEG), tinha negócios no Paraná e queria entrar no Rio de Janeiro. No desenrolar das investigações, a CPI apurou que ele também operava para a Gtech, e tentava obter junto a Waldomiro – já na Casa Civil – a garantia de renovação do contrato com a Caixa junto ao governo federal.

Na época, Cachoeira havia firmado pacto de delação premiada com o Ministério Público Federal, que em troca lhe ofereceu perdão judicial. O contraventor também é réu em três ações penais, movidas pelo Ministério Público Estadual no Rio de Janeiro, em Goiás e no Mato Grosso.

 

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sábado 19/05/12 15:59

Prévias ameaçam aliança do PT com Eduardo Campos em Recife

O PT realiza prévias amanhã (20) para definir o candidato à prefeitura de Recife, na tentativa de colocar fim às disputas internas no partido. De um lado, o atual prefeito, João da Costa, que busca a reeleição e tem a máquina administrativa a seu favor. De outro, o deputado Maurício Rands, secretário de governo, que tem o apoio do ex-presidente Lula e do governador Eduardo Campos (PSB). O resultado das prévias, contudo, coloca em xeque a aliança do PT com o ...

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domingo 13/05/12 11:57

Tucano quer fiscalização de receita bilionária dos sindicatos

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado debate na próxima terça-feira (15) a fiscalização do imposto sindical, uma receita bilionária repartida, anualmente, entre sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais. Emenda do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) ao projeto de lei 51/2011 propõe que as entidades beneficiárias sejam obrigadas a prestar contas ao Tribunal de Contas da União (TCU), a cada exercício financeiro, do que fazem com esse dinheiro. Segundo o Ministério do Trabalho, em 2011 esse imposto rendeu R$ 2,4 ...

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terça-feira 08/05/12 17:47

Miro sobre sessão secreta: “Vai vazar tudo”

 Em meio à polêmica sobre a limitação do acesso aos documentos  da CPI do Cachoeira, a decisão de ouvir o delegado responsável pela Operação Vegas em sessão fechada , há pouco, dividiu a comissão e gerou protestos de parlamentares. Por 17 votos a 11, a maioria da CPI decidiu vetar o acesso da imprensa e do público em geral ao depoimento do delegado Raul Alexandre Marques, que conduziu as investigações da Operação Vegas. Ele começou a ser ouvido por volta das 16 horas, em ...

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terça-feira 08/05/12 10:21

Tucano tenta garantir amplo acesso aos documentos da CPI

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) apresenta, logo mais, na reunião da CPI do Cachoeira, uma questão de ordem pedindo a suspensão imediata das medidas que limitam o acesso dos parlamentares aos documentos sigilosos da comissão. Ele alega que elas são inconstitucionais porque põem freio à atuação parlamentar, que por definição, deveria ser ampla e irrestrita. Cássio afirma que o rigor das medidas “é incompatível com a imunidade e a inviolabilidade” dos atos do parlamentar e chega a lembrar os anos ...

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sábado 05/05/12 15:51

O que guarda – e vai guardar – a sala-cofre da CPI

Apesar do vazamento integral na internet do inquérito da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que desmantelou a quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira e expôs as relações dele com o senador Demóstenes Torres (GO), o presidente da CPI que investiga o esquema, senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), lembra que ainda existe muito material sigiloso a ser resguardado na sala-cofre da comissão. Vital cita, por exemplo, os autos da Operação Las Vegas, deflagrada pela PF em 2007 e que se estendeu ...

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