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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
domingo 29/04/12 14:32

Delta: dinheiro de lavagem compensaria menor preço

 Setores do governo e do Judiciário defendem o aprofundamento das investigações que materializem a desconfiança sobre a relação entre o dinheiro de Carlos Cachoeira na Delta e os preços competitivos que  garantiu vitórias para a empresa em licitações públicas. Trocada em miúdos, a ideia é provar o que para muitos é certeza: ao lavar dinheiro dos negócios ilegais de cachoeira, a construtora ganhava lastro para compensar os preços baixos nas concorrências e conquistar obras oficiais de vulto. Sustentável ou não, a simples ...

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terça-feira 24/04/12 19:48

Escolha de Odair Cunha é vitória política de Ideli e Chinaglia

A escolha do vice-líder do governo, Odair Cunha (PT-MG), para o cargo de relator da CPI do Cachoeira é uma vitória política da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e do líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP). É uma derrota dupla do grupo do ex-líder Candido Vaccarezza (PT-SP)- substituído por Chinaglia- , contribuindo para alimentar a divisão interna na bancada do PT da Câmara. De uma tacada só, Ideli e Chinaglia vetaram a indicação de Vaccarezza, nome que tinha a simpatia ...

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domingo 22/04/12 18:08

Pitiman/Pietschmann: mais um nome constrangedor na CPI

Indicado para compor a CPI do Cachoeira na cota do PMDB, o deputado Luiz Pitiman (DF) é mais um personagem constrangedor dentre os 32 deputados e senadores destacados para investigar as relações do contraventor com os políticos. Há 20 anos, Pitiman usava seu verdadeiro nome civil na vida pública, Luiz Carlos Pietschmann, e comandava a Casa Civil do governo do Acre. Em 1992, a gestão do então governador do Acre, Edmundo Pinto, viu-se alvo de uma série de denúncias. Pinto foi ...

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segunda-feira 16/04/12 18:54

Líderes tentam retardar instalação da CPI

Após a reação negativa da presidente Dilma Rousseff à CPI do Cachoeira, ganham visibilidade iniciativas parlamentares para, ao menos, ganhar tempo e tentar exercer algum controle sobre o processo. Um desses movimentos será tentado amanhã pelo presidente do Conselho de Ética do Senado, Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que vai insistir junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que envie cópia da investigação da Polícia Federal – a Monte Carlo – ao colegiado.

O relator do caso, ministro Ricardo Lewandovski, já rejeitou pedido idêntico feito pelo corregedor do Senado, Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB). A rejeição foi interpretada pelo líder do PT, Walter Pinheiro (BA), como motivo primordial para criação da CPI.

A ideia de Vital, Valadares e do relator do processo contra o senador Demóstenes Torres (GO) no Conselho de Ética, Humberto Costa (PT-PE), é invocar um precedente no caso do ex-senador Luiz Otávio (PMDB-PA) para que Lewandowski reconsidere a negativa de envio dos documentos ao Senado. Segundo Vital, naquele episódio, o Supremo autorizou o envio de cópia do processo contra o ex-senador ao Conselho de Ética da Casa.

O afastamento de Sarney

Há ainda a leitura de que a súbita internação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e o prazo necessário para seu restabelecimento contribuam para retardar a criação da CPI. Sarney se recupera de uma cirurgia cardíaca no Hospital Sírio Libanês em São Paulo.

Pelo regimento interno, cabe a ele, na qualidade de presidente do Congresso, convocar uma sessão conjunta das duas Casas para fazer a leitura do requerimento de criação da CPI. Tecnicamente, a sessão conjunta pode ser convocada pela vice-presidente da Câmara, Rose de Freitas (PMDB-ES). Mas politicamente é uma hipótese remota.

Desde as primeiras costuras para instalação da CPI, Sarney se impôs como principal articulador do processo. Ele comandou de seu gabinete, na semana passada, as primeiras reuniões sobre o assunto, após pressão do líder do PT, Walter Pinheiro. Depois acertou a instalação da comissão com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

Na última terça-feira (10), a pressão pela CPI foi tamanha que Sarney chegou a se sentir mal. Seu estado febril impediu que comparecesse ao jantar de aniversário do PMDB, programado para aquela noite. A criação da CPI foi o principal assunto da comemoração, deixando peemedebistas em estado de alerta.

 

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domingo 15/04/12 13:15

As denúncias envolvendo o PT e os contratos do lixo

O PT acumula um histórico de denúncias envolvendo contratos de coleta de lixo, firmados por prefeitos e governadores do partido, que vai municiar a oposição na CPI do Carlinhos Cachoeira. A mais recente atingiu o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e a Delta Construções, principal construtora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). E a Delta também presta serviços de coleta de lixo para as Prefeituras de Goiânia (GO) e Anápolis (GO), cidade-sede dos negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira. ...

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quarta-feira 11/04/12 18:26

PT e PMDB tentam transformar convocação de Ideli em convite

Lideranças do PT e do PMDB tentam transformar a convocação da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara em convite, a fim de amenizar o desgaste político. Ideli enfrenta denúncias relacionadas à sua gestão no Ministério da Pesca. Ainda como resquícios da substituição de Candido Vacarezza (PT-SP) por Arlindo Chinaglia (PT-SP), deputados ouvidos pelo blog tentam imputar a convocação a uma alegada incompetência do novo líder do governo na Câmara. Chinaglia assumiu o ...

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terça-feira 03/04/12 23:31

PMDB atrela dívidas estaduais ao fim da Guerra dos Portos

O Palácio do Planalto não abre mão da vigência imediata da Resolução 72, que unifica a alíquota do ICMS sobre importações. O objetivo é acabar com a Guerra dos Portos entre os Estados. Os governadores pleiteiam um prazo de adequação às mudanças, mas o líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), foi taxativo hoje, ao final de mais uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar do assunto. "Não haverá regra de transição”, avisou. O governo também não ...

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