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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
domingo 24/07/11 18:29

Banalização do segredo de justiça faz do Judiciário cúmplice dos maus políticos

O editor-chefe do Diário da Região, de São José do Rio Preto, Fabrício Cacareto, e o repórter Allan de Abreu, foram indiciados pelo promotor Álvaro Stipp, por publicarem trechos de grampos da Polícia Federal que apura caso de corrupção na cidade paulista. O caso ganhou pouca repercussão na mídia, embora seja mais um vinculado  diretamente à censura no Brasil, onde o Poder Judiciário se recusa a decidir o mérito da questão. Trata-se de um procurador que, a exemplo do desembargador Dácio Vieira, ...

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quinta-feira 21/07/11 17:01

Como “independente”, PR concorrerá com PSD

Sair da base aliada e adotar postura “independente”, como anuncia o PR em retaliação à faxina promovida pelo governo na área dos Transportes, quer dizer... nada. Não é rompimento, nem é uma virada para a oposição. Se na própria oposição se ouve lamentos entre quatro paredes de como é dura a vida fora do poder, avalie se quem está no poder quer sair. Muito menos a turma que tem na política um balcão de negócios como é o caso do deputado Valdemar ...

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quarta-feira 20/07/11 13:08

Crise expõe governo gerenciador, de operação no varejo

O foco compreensível na crise do ministério dos Transportes encobre, por ora, os problemas em outras áreas do governo de igual importância estratégica para a Copa do Mundo. Nos ministérios do Turismo e da Justiça não se percebe qualquer sinal de ação mais efetiva, ou mesmo programas objetivos, que autorizem otimismo maior com relação a estrutura e segurança para receber torcedores de todo o mundo em 2014. Do Turismo sabe-se apenas o que já se sabia quando assumiu a Pasta o octogenário ...

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quinta-feira 14/07/11 13:33

Transportes dava a Waldemar comando paralelo na base

No processo de intervenção no ministério dos Transportes, uma informação ficou perdida com o governo, que a guardou como trunfo para justificar a determinação presidencial de isolar o deputado Waldemar da Costa Neto (PR-SP).

Somada a bancada do PR na Câmara e  parlamentares de outros partidos, Costa Neto exerce sua liderança sobre cerca de 70 deputados, formando um comando paralelo dentro da base aliada.

Servia-se do ministério dos Transportes como fonte para manter sob controle quase todo esse efetivo político.

Empreiteiras e fornecedores do ministério financiavam campanhas sob a promessa de titularidade de obras futuras que o ministério lhes garantia sob o comando de Waldemar.

Daí os aditivos contratuais e superfaturamentos, que ressarcem fornecedores e geram sobras para manter a fidelidade da tropa com mandato.

Na verdade, o governo identificou um sistema similar ao mensalão, com parlamentares trocando submissão por vantagens.

Evitou dar essa proporção ao escândalo porque ele coincidiu com a confirmação da existência do mensalão do PT no governo Lula pelo Procurador-Geral, Roberto Gurgel. A palavrinha se tornou proibida.

Ou seja, por essa versão, Waldemar Costa Neto continuou mensaleiro, agora com seu esquema próprio, ele que já renunciara ao mandato no governo Lula para escapar à cassação durante a CPI do mensalão.

Os números soaram como alarme no Planalto: da bancada do PR só estariam fora do esquema Waldemar os deputados Sandro Mabel (GO), Diego Andrade (MG) e Jaime Martins (MG).

Com apenas seis senadores, a propriedade da legenda por parte de Waldemar Costa Neto deixa de ser uma tese para virar realidade. Ele, de fato, é dono do partido.

O que deflagrou um movimento silencioso pela fundação de uma nova legenda com origem no Senado. Seu principal entusiasta, o senador Clésio Andrade, que sonha com o Partido do Desenvolvimento Nacional (PDN).

 

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quarta-feira 13/07/11 19:00

Dilma faz linha direta com PR do Senado para isolar Waldemar Costa Neto

O Planalto estabeleceu uma linha direta com a bancada do PR no Senado para consolidar o isolamento do deputado Waldemar Costa Neto (SP), cuja liderança sobre a bancada da Câmara provém dos negócios gerados a partir do controle que exercia no ministério dos Transportes. Costa Neto bancou muitas campanhas, inclusive a do ex-ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, na disputa que trava com seu principal adversário estadual, o também senador Eduardo Braga  (PMDB-AM). Por isso o tinha na mão. Essas ajudas são promissórias ...

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segunda-feira 11/07/11 10:00

Pagot ameaça repetir Jefferson para obter blindagem

Depoimentos como o que o ex-diretor-geral do Dnit, Luis Antonio Pagot, prestará amanhã no Senado, não autorizam previsões porque sempre trazem o risco do imponderável. Mas as benesses do Dnit, ainda que privilegiem o PR, se estendem de forma suprapartidária por Estados e municípios, garantindo eleições e esquemas de poder locais, ainda imunes à crise no ministério dos Transportes, o que pode reduzir o entusiasmo da comissão - e até mesmo da oposição. Por isso, o governo mantém a expectativa de que  ...

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quarta-feira 06/07/11 19:54

Demissão consumada, Planalto e PR iniciam queda-de-braço pela substituição de Nascimento

Consumada a inevitável demissão do ministro Alfredo Nascimento, começa agora a queda de braço entre a presidente Dilma Rousseff e o PR pela nomeação de seu substituto à frente dos Transportes. A presidente tem ostensiva preferência por Paulo Sérgio Passos, atual Secretário-Executivo da Pasta, com perfil mais técnico, mas o PR não quer, embora ele seja filiado à legenda. Dilma, aliás, reuniu-se ontem com Passos quando a demissão de Nascimento ainda não ocorrera. Fato que precipitou-a, inclusive. Oficialmente, discutiam projetos ferroviários. Aqui, um ...

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quarta-feira 06/07/11 12:42

Novas denúncias reforçam dificuldade de manter Nascimento ministro

As primeiras 48 horas após as demissões no ministério dos Transportes, indicam a dificuldade para sustentação de Alfredo Nascimento no cargo, único sobrevivente da tsunami que atingiu a cúpula do ministério, demitida diretamente pela presidente da República. A denúncia do jornal O Globo sobre o enriquecimento vertiginoso da empresa do filho do ministro, Gustavo Moraes Pereira, obtido com repasses indiretos da Pasta, já compromete seriamente sua condição de árbitro – ou interventor de si próprio – na administração da crise. Segundo a ...

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terça-feira 05/07/11 10:34

Crises produzem reforma gradual do ministério Dilma

As demissões na cúpula do ministério dos Transportes devem alcançar o ministro Alfredo Nascimento, ainda que se cumpra o prazo político necessário à sua remoção. Ao conceder ao titular da Pasta a chance de explicar as irregularidades ocorridas bem embaixo de seu nariz, a presidente Dilma Rousseff deve ter poucas expectativas de que, ao final, o ministro convença. Dilma parece cumprir um ritual que contempla o ministro com o benefício da dúvida, porque precisa administrar politicamente sua demissão, neutralizando as reações do ...

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