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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
sábado 25/06/11 18:04

Cabral perde capital político com sucessão de erros na véspera da eleição

Em menos de um  mês, o governador do Rio, Sérgio Cabral, protagonizou dois episódios capazes de abalar o capital político construído nos anos de parceria incondicional com o governo do ex-presidente Lula. O destempero que, aqui e ali, teima em conspirar contra a imagem do governador descolado que procura exibir, tem comprometido a gestão de Cabral, desde a tragédia de Angra dos Reis, passando pela ofensa dirigida a um favelado que cobrava mais ação social de seu governo, durante uma visita ...

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domingo 19/06/11 13:36

PT promove a anistia política antes do processo judicial

Denunciado pelos próprios assentados, José Rainha acabou por ter seu crime de desvio de dinheiro público destinado à reforma agrária,  apurado e confirmado pela Polícia Federal. Por isso, está preso. Não é a primeira vez e a acusação é baseada em provas técnicas. É surpreendente, pois, que o ministro Gilberto Carvalho, Secretário-Geral da Presidência da República, advogue sua inocência antes mesmo de uma decisão judicial definitiva. De 1997 para cá, Rainha já esteve preso sob acusação de assassinato, porte ilegal de arma, ...

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terça-feira 14/06/11 20:44

Governo não deve ficar na contramão do consenso suprapartidário

As MPs que tratam da fixação do piso salarial dos policiais militares e o Código Florestal impõem ao governo a percepção de que não pode ficar na contramão de sua base e, mais que isso, do Congresso. Não há muita margem de negociação nos dois casos, por se tratarem de conteúdos de interesse suprapartidário a unir base e oposição. No caso do piso dos policiais, a segurança pública escora o interesse eleitoral: o político não ficará contra a vontade popular que vincula, ...

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terça-feira 14/06/11 12:07

Com apoio majoritário, MP que flexibiliza licitação pode marcar estréia positiva da nova articulação

O governo atravessou um vendaval, mas o mau tempo permanece. Mudaram os timoneiros o que equivaleu a trocar a crise por uma expectativa.

O tempo de manobra das novas responsáveis pela missão de mudar a rota é pequeno, pois os testes, materializados nas votações iminentes de medidas provisórias importantes, já estão na pauta.

Há no conjunto de votações que aguardam a nova ministra da articulação, Ideli Salvati, as que o governo terá mais facilidade para unir sua base e as que exigirão jogo de cintura.

Na pauta de amanhã está uma MP que se insere no primeiro grupo:  a 527, que trata de novas regras para a aviação civil e da flexibilização da legislação licitatória com vistas às obras e serviços indispensáveis ao êxito do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014.

Ainda que possa exercer seu poder de chantagem sobre o governo, a dissidência de sua  base aliada tem o limite do interesse comum: a ninguém beneficia a perspectiva de fracasso do país como anfitrião do maior torneio mundial – e o que mais interesse desperta em todo o mundo.

E, para além do interesse patriótico, existe a pressão dos segmentos de serviços e da construção civil, grandes beneficiários dos dividendos econômicos do maior evento esportivo mundial.

No limite, empreiteiras e empresas de serviços , financiadoras históricas de peso decisivo nas campanhas eleitorais, pressionarão os parlamentares pelo abrandamento e simplificação da lei 8.666, que trata das licitações, indiscutível obstáculo ao cumprimento dos prazos já parcialmente comprometidos das obras da Copa.

É, pois, um teste da qual pode muito se valer a nova ministra para marcar sua estréia na função de negociadora – ela que fixou sua imagem de Junior Baiano da defesa do governo Lula e que agora terá de jogar um futebol requintado como o de um Ganso.

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sábado 11/06/11 13:37

A íntegra do pronunciamento da senadora Gleisi Hoffmann em defesa do Código Florestal de Aldo Rebelo

Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, venho a esta tribuna fazer um elogio e um apelo. Elogio ao esforço de construir consenso em torno da votação do Código Florestal, coordenado pelo Deputado Aldo Rebelo, que fez um excelente trabalho em seu relatório, e pela Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, que tem tido postura firme e proativa em relação à matéria. E apelo aos líderes na Câmara dos Deputados, Sr. Presidente, e novamente ao Deputado Aldo Rebelo e à Ministra Izabella ...

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sábado 11/06/11 13:28

Ainda senadora, Gleisi defendeu Código Florestal de Aldo Rebelo

A primeira expectativa que cerca a nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), diz respeito às negociações em torno do Código Florestal. Como se sabe, Palocci contrariou profundamente não só ruralistas como a maioria da base aliada ao romper o acordo na primeira tentativa de votação do texto do deputado Aldo Rebello (PC do B-SP). Até ali as negociações eram protagonizadas pelos ministros do meio-ambiente e da Agricultura, lideranças da base aliada e a presidência da Câmara. Desde que recebeu a ex-ministra ...

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terça-feira 07/06/11 14:56

Decisão de Gurgel não elimina crise política

A decisão do Procurador-Geral Roberto Gurgel, de não investigar os negócios do ministro Antonio Palocci mantém a crise política se o governo adotá-la como peça de absolvição do chefe da Casa Civil. É importante ressaltar que a decisão não absolve Palocci – apenas evita a investigação e, por isso, não afasta as suspeitas de tráfico de influência, a mais branda entre outras formuladas no meio político, como a de caixa dois da campanha. O Ministério Público do DF tem investigação paralela, de ...

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sábado 04/06/11 16:00

Entrevista de Palocci ao JN foi ritual de saída

A entrevista do ministro Antonio Palocci ao Jornal Nacional produziu um consenso nos meios políticos: tratou-se de um ritual de saída a autorizar a versão de que o governo já procura um substituto para a Casa Civil. A forma e o conteúdo da entrevista cumpriram o objetivo de dissociar os negócios do ministro do governo e do PT.   Palocci admitiu não ter contado à presidente Dilma Rousseff tudo sobre a sua próspera consultoria, limitando-se a informar que cessara as atividades da ...

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sexta-feira 03/06/11 15:42

Palocci prefere sair a quebrar sigilos de contratos; por isso, entrevista não deve abrandar crise

Se confirmar na entrevista ao Jornal Nacional, daqui a poucas horas, o que informou a ministros e parlamentares nos últimos dias, o ministro Antonio Palocci nada acrescentará ao enredo da crise da qual é protagonista. Ele tem se mostrado irredutível na defesa da confidencialidade dos contratos de sua empresa de consultoria, o que significa que não poderá responder aos principais questionamentos que certamente lhe fará o repórter Júlio Mosquéra. No recente jantar oferecido pela presidente Dilma Rousseff à cúpula do Poder Judiciário, ...

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