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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
sábado 30/10/10 17:00

DEM pode tornar PMDB majoritário na aliança, se Dilma vencer

Com as pesquisas na berlinda, um clima de suspense em relação ao comportamento do eleitorado de Minas e São Paulo, a incógnita dos indecisos e o risco de abstenções altas em todas as regiões, a eleição chega hoje ao seu final com cenários especulativos sobre o futuro quadro político. Como a política nem sempre tem leitura linear é o DEM - curiosamente o partido dado como extinto (ou "extirpado"como prefere o presidente Lula) – que centraliza a contabilidade dos especialistas partidários. Subtraído em ...

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sábado 30/10/10 13:34

Para Brossard, engajamento de Lula agride a democracia

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Pela sintonia com o mais recente comentário que postei reproduzo aqui artigo do ex-senador, ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal, Paulo Brossard, no Jornal de Brasília, logo após as cenas de pancadaria nas ruas do Rio, que mereceram o deboche presidencial. Alicerce da resistência ao regime militar, ao lado de Ulyses Guimarães e Tancredo Neves, foi personagem decisivo na redemocratização do País. Com muito mais talento e conhecimento de causa, Brossard ...

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quinta-feira 28/10/10 14:05

Engajamento debochado de Lula compromete relações entre oposição e futuro governo

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Num só dia, Lula conseguiu produzir impropérios de toda ordem. Foto: Celso Junior/AE

O presidente Lula não desconhece, mas parece determinado a desconsiderar, que uma eleição não termina com a vitória ou a derrota – de um ou de outro candidato. Ela gera efeitos para quem vem depois. Entregue ao mais completo deboche e inebriado com a popularidade que as pesquisas lhe atribuem, cria um clima de beligerância na campanha que determinará o ...

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terça-feira 26/10/10 17:32

Posição sobre aborto já era cobrada ao PT, pela Igreja, há 16 anos, conta Frei Betto

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Não por acaso, Frei Betto, lamenta o “descompasso” entre o programa do PT e o candidato à Presidência. Foto: Paulo Giandalia/AE – 28.05.2010

Há 16 anos, a polêmica sobre a descriminalização do aborto – que ajudou a empurrar a eleição presidencial para o segundo turno – já assombrava a campanha do então candidato à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em março de 1994, Lula percorria os municípios brasileiros com as Caravanas da Cidadania. No livro “Viagem ao Coração do Brasil”, que descreve essas viagens, Frei Betto relata o encontro de Lula com o arcebispo da Paraíba, Dom José Maria Pires (Dom Pelé) em João Pessoa, em que o religioso cobrou-lhe uma posição sobre o aborto.

Constrangido pela cobrança, porque o tema era uma das bandeiras do PT, Lula explicou (segundo Frei Betto) que era “pessoalmente contrário” ao aborto e que não fazia sentido o tema figurar num programa de candidato à chefia do Poder Executivo federal.

Lula deu a entender a Dom Pelé que a questão seria riscada da versão oficial do documento, prestes a ser aprovada na convenção nacional do PT, em Brasília, agendada para 1º de maio.

Em comentário pessoal ao relembrar a conversa entre Lula e Dom Pelé, Frei Betto afirma que o posicionamento do petista sobre o aborto era questionado por todas as autoridades religiosas em cada cidade por onde ele passava.

O testemunho, indiscutivelmente isento, mostra que o conflito do PT com a Igreja em relação ao tema vem de longe.

A cobrança em questão, à época em que se deu, foi de uma instituição parceira das esquerdas, prenúncio de uma ruptura que se deu na campanha atual.

O tema não entrou na campanha por uma “baixaria” de adversários do PT, mas pela via do próprio PT, que repetiu na campanha atual o que Lula prometera não permitir, há 16 anos: pôs no programa de governo a defesa da descriminalização.

Resta claro que o malabarismo de Lula para fazer uma distinção entre suas idéias e as do PT para o País sobrevive como uma dubiedade que o tempo conspira para desnudar.

Lula também garantiu que o controle social da mídia era um “factóide” produzido pelas alas alopradas do partido e que não deveria ser levado a sério.

Meses depois da promessa, seu ministro-chefe da Secretaria de Comunicação, Franklin Martins, estava no exterior estudando modelos de controle da mídia, a pretexto de regulamentar o mercado pós- globalização tecnológica.

Na sequência, pipocam leis patrocinadas por parlamentares petistas, sob os auspícios de governadores atingidos por denúncias para as quais não têm defesa.

Foi o caso do Ceará, pioneiro na iniciativa, cujo governador, Cid Gomes, foi alvo de denúncias de uso do dinheiro público para turismo familiar a bordo de um jatinho em que se divertia na companhia, dentre outras, do irmão Ciro, crítico fácil da biografia de adversários – e até de aliados.

Em tais circunstâncias, melhor calar a imprensa, tese estimulada pelo presidente que, no papel de cabo eleitoral chamou de mentirosas as denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, e, como Presidente, a demitiu com base nessas mesmas denúncias.

Não por acaso, Frei Betto, no livro mencionado, lamenta o “descompasso” entre o programa do PT e o candidato à Presidência.

Há 16 anos.

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sábado 23/10/10 15:25

PT e Lula divergem sobre ataque a Serra. Ambos têm razão

As repercussões negativas da agressão de militantes ao candidato José Serra, no Rio, e da reação do presidente Lula ao episódio, centralizaram as preocupações do PT nas últimas 48 horas. Desde a comprovação pelo Jornal Nacional, da TV Globo, de que o candidato do PSDB foi efetivamente atingido na cabeça por um artefato com poder de causar ferimento, caiu por terra a versão jocosa que Lula  assumiu publicamente para atacar Serra. O mau humor do presidente durante todo o dia de ontem ...

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quinta-feira 14/10/10 14:30

PT é vítima de suas próprias contradições

A decisão da campanha de Dilma Rousseff de assumir o compromisso com a liberdade de imprensa num contexto de “democracia irrestrita” torna os dois princípios constitucionais uma concessão, não um direito irrevogável. Na verdade, a candidata trabalha com a idéia de uma carta-compromisso, nos moldes da que Lula fez em 2002, agora de conteúdo político e não econômico como aquela. É novamente a candidatura do PT revogando as teses históricas do partido para convencer o eleitor de que não pensa como a ...

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quinta-feira 07/10/10 19:30

Ciro Gomes tenta pautar a campanha pela conveniência do PT

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Pela voz de Ciro, PT estabelece que o tema aborto na campanha é uma "calhordice". Foto: Celso Junior/AE

O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) acrescentou mais um item à cesta de assuntos que o PT elegeu como de "baixo nível" na sua tentativa de pautar a campanha pelas suas conveniências. Depois de classificar a quebra de sigilo como crime comum e as denúncias de tráfico de influência na Casa Civil como "baixarias" do candidato José ...

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segunda-feira 04/10/10 23:37

Donos de institutos arriscaram a credibilidade

"Pesquisa não é urna". A frase, de Ulysses Guimarães, é daquelas que confirmam que o óbvio, às vezes, precisa ser dito. E se aplica à presente eleição, na qual os institutos de pesquisa foram alçados à condição de vilões por errarem previsões defendidas com uma convicção, por vezes, até intimidatória. O que se espera de um instituto de pesquisa, sobretudo dada a importância que adquiriu no processo eleitoral – em que passou de mero aferidor a indutor de tendências -, é que ...

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domingo 03/10/10 20:49

Lula consegue Senado governista

A apuração em tempo recorde das eleições confirma, até aqui, a previsão de um Senado amplamente governista, com força para aprovar até reforma constitucional. O empenho do presidente Lula pode ter sido decisivo para o resultado, pois só perdeu batalhas pontuais como a do Rio Grande do Norte, onde José Agripino está reeleito; Minas Gerais, com Aécio Neves, eliminando adversários que unidos protagonizaram os raros momentos de oposição ao seu governo. Até agora, segue bem sucedida estratégia do presidente Lula de impedir ...

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