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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam. Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem. É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.
domingo 28/02/10 08:32

Sentença comprometedora

Algumas decisões da primeira instância agravam a já combalida imagem do Judiciário, um Poder que precisa acelerar as providências em curso pelo resgate de sua credibilidade. Quando tomadas com base no chamado clamor público acabam revogadas nas instâncias superiores por insuficiência técnica, como ocorreu em vários episódios recentes. A revogação frustra a sociedade , aumentando o sentimento de impunidade que, no Brasil, é mais do que legítimo. Mas o clamor público, embora intolerável como critério para uma sentença judicial, ainda pode ser compreendido ...

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sexta-feira 26/02/10 08:00

Arruda negocia com o STJ

Era um blefe a proposta do governador Arruda,  feita pelo advogado Nélio Machado, de trocar a prorrogação da licença pela possibilidade de responder a processo em liberdade. A licença não o livraria do processo de  impeachment na Câmara Distrital, que somaria munição ao processo que já o deixou em maus lençóis. Sabe-se pela reportagem de Leandro Colon e Felipe Recondo, publicada no Estadão de  hoje, que Arruda ofereceu o menos para conseguir o mais.  Se colasse, colou. Informam os dois repórteres que o STJ ...

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quinta-feira 25/02/10 20:50

Licença não solta Arruda

Foto: Dida Sampaio/AE

[caption id="attachment_1527" align="alignnone" width="400" caption="Foto: Dida Sampaio/AE"]Foto: Dida Sampaio/AE[/caption] Chega a ser desrespeitosa a proposta do governador José Roberto Arruda, de manter até o último dia do seu mandato a licença que tirou a caminho da prisão, em troca da liberdade. Não faz sentido, em primeiro lugar, porque sua licença o Judiciário já tem.  O resto é promessa, que não é uma moeda de troca plausível. Em segundo lugar,  porque continuaria dono do mandato, ao qual ...

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quinta-feira 25/02/10 12:52

Operação Abafa

O que está em curso no DF é uma operação política com o objetivo de evitar a intervenção federal - o que já deixou de ser uma possibilidade  para se tornar uma probabilidade.

Funciona assim: o Corregedor da Câmara abre processo contra nove deputados envolvidos com  o mensalão  candango, ainda que pelo menos o dobro esteja envolvido diretamente no escândalo.

O governador interino, até ontem presidente da Câmara, suspende contratos sob suspeita, quase todos do governo com empresas de interesse ou de  propriedade de… deputados distritais!

O governador de verdade, licenciado e preso, adia seu julgamento e prepara a renúncia para evitar que se inicie seu impeachment, abrindo caminho para responder em liberdade pelos seus crimes.

A idéia é sugerir normalidade administrativa e o pleno funcionamento das instituições alvos da intervenção, tornando desnecessária sua aprovação pelo Supremo Tribunal Federal.

Seria uma legítima ação política, se não faltasse a isenção indispensável aos seus agentes, boa parte deles sob investigação também.

Como réus, não têm legitimidade para comandar a assepsia na própria Casa onde se produziram escândalos como a compra da aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot), entre outros tantos.

Os contratos suspensos foram cuidadosamente selecionados entre aqueles que já estão em fase final de avaliação pelo Tribunal de Contas estadual, o que torna suportável a espera pela sua revalidação.

Os processos abertos na Câmara Distrital têm ritos de longo prazo que serão, claro, rigorosamente cumpridos.

Arruda, que não teria a menor chance de obter a liberdade enquanto dono do mandato de governador, renuncia em seu próprio benefício, depois de inviabilizar a permanência de seu vice, Paulo Octávio, e garantir no cargo o aliado que já fizera presidente da Câmara.

Sua defesa sustentará que fora do governo não terá poder de obstruir a Justiça, crime que o levou à prisão.

Um esquema que blinda todos contra a intervenção e os mantém com as rédeas do próprio julgamento.

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quarta-feira 24/02/10 08:00

Sem saída política

A intervenção federal em Brasília já não soa tão remota depois da renúncia do governador em exercício Paulo Octávio.  Começa a se consolidar um quadro de acefalia de Poder na Capital. O caráter epidêmico da crise vai reduzindo as chances de uma saída política, como é sempre preferível. Nesse momento,  ninguém é a favor da intervenção, mas ninguém sabe como evitá-la.  A renúncia de ontem não libera o terceiro na linha sucessória, o presidente da Câmara Distrital, Wilson Lima, para qualquer providência legal decorrente da ...

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terça-feira 23/02/10 17:47

Paulo Octávio renunciou

ACM Neto, Aldemir Santana e Rodrigo Maia refletem o clima de velório no DEM. Foto: Celso Junior/AE

[caption id="attachment_1507" align="alignnone" width="400" caption="ACM Neto, Aldemir Santana e Rodrigo Maia refletem o clima de velório no DEM. Foto: Celso Junior/AE"]ACM Neto, Aldemir Santana e Rodrigo Maia refletem o clima de velório no DEM. Foto: Celso Junior/AE[/caption] Conforme antecipou este blog há dois dias, Paulo Octávio acaba de renunciar ao governo de Brasília.  Desfiliou-se, antes, do DEM, que o expulsaria amanhã. A carta, que será conhecida daqui a pouco, justificará a decisão com a falta ...

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quinta-feira 18/02/10 20:29

Em rede nacional, Ciro mantém candidatura

No programa nacional do PSB que vai ao ar hoje à noite, em rede nacional, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) dá mais um passo para tornar irreversível sua candidatura presidencial. Ciro condena a estratégia do presidente Lula de conduzir de forma plebiscitária a campanha, afirmando que a sucessão não pode se resumir a um Fla x Flu partidário. Reconhece as ...

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quinta-feira 18/02/10 17:35

Paulo Octávio volta atrás e diz que fica

Depois de muita hesitação, o governador em exercício de Brasília, Paulo Octávio, leu agora carta que entregou pela manhã pessoalmente ao presidente Lula, em que anuncia sua disposição de permanecer no cargo. Não renunciou, como sugeriu que faria, mas deu à sua decisão caráter temporário, informando que mantém a carta de renúncia no bolso para a eventualidade de voltar atrás na sua decisão. Reconheceu que mantém-se no cargo sem apoio político, mas que teme pela intervenção federal caso renuncie. Deu como referência para uma possível reavaliação dessa decisão, o julgamento do ...

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quinta-feira 18/02/10 00:25

Paulo Octávio já redigiu renúncia

O governador em exercício, Paulo Octávio, está com a carta de renúncia redigida. Nesse contexto, poderá ser recebido hoje pelo presidente Lula, a quem comunicaria sua decisão. Quando solicitou a audiência a Lula, o vice-governador já tinha em mente a renúncia, que começou a se materializar com a recusa pública de seu partido, o DEM, em apoiá-lo. Paulo Octávio esperou, até aqui, que o governador afastado, José Roberto Arruda, se antecipasse à votação de seu impeachment pela Câmara Distrital, e também renunciasse. Com ambos de fora, ...

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