Baixaria em Babaçulândia

Camila Tuchlinski

13 Fevereiro 2015 | 08h02

Tumulto marcou a eleição para a presidência da Câmara dos Vereadores do município de Babaçulândia, no Tocantins, no fim do ano passado. O então presidente da Casa, Cássio Brito, do PT, foi embora do local momentos antes da votação e levou a chave da porta do plenário junto! Na época, o petista argumentou que a eleição não teria validade por ter sido convocada pelo vice-presidente e não ter obedecido o prazo regimental de 72 horas para o registro da chapa.

Para acompanhar a situação e evitar que a porta fosse arrombada, a Polícia Militar foi acionada. A oposição tentou arrumar um chaveiro, mas sem sucesso. Na ausência de Cássio Brito, Edmilson Bibi (PMDB), o vice da Casa, dediciu realizar a votação na calçada mesmo. Ah, a que ponto chegamos! Veja a imagem:

Eleição da presidência da Câmara de Babaçulândia aconteceu no meio da rua

(foto: Divulgação)

“Como o presidente se negou a assinar a convocação que fizemos e trancou o parlamento para tentar impedir a votação, fomos obrigados a escolher o novo presidente do lado de fora”, relatou Bibi. A eleição para a presidência da Câmara, que aconteceu na rua, contou com dois terços dos vereadores. Eles escolheram Cícero Hermes, do PSDB, para o biênio 2015/2016. Porém, a Justiça anulou o pleito.

O juiz da comarca de Filadélfia, Fabiano Ribeiro, determinou que uma nova eleição seja realizada no próximo domingo. Até lá, o petista Cássio Brito, que deveria ter deixado o cargo no dia 31 de dezembro, segue como presidente da Casa. Segundo o magistrado, a Lei Orgânica do Município determina que a votação deve ser realizada no primeiro dia da sessão legislativa, neste caso, no dia 15 de fevereiro. Mas o escolhido para o novo mandato, o tucano Cícero Hermes, pode recorrer da decisão.

O episódio chamou atenção dos moradores da cidade de pouco mais de dez mil habitantes, que recorreram às redes sociais para comentar a situação.  Vamos aguardar o resultado da nova eleição, definitiva quem sabe, neste domingo.