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Quem Faz

HUMBERTO DANTAS Cientista social, doutor em ciência política, professor do Insper e da FESP-SP, e colunista da Rádio Estadão. EDER BRITO Jornalista, mestre em administração pública, servidor público em São Paulo e coordenador de projetos da Oficina Municipal. CAMILIA TUCHLINSKI Jornalista, radialista, apresentadora e repórter da Rádio Estadão. Cobre assuntos gerais. Observadora e curiosa sobre a política nacional.
segunda-feira 30/06/14 07:39

Só um exemplo…

Aeroportos são como salas de recepção. Belos prédios, funcionais, fáceis e atrativos demonstram cidades sérias. Claro que não são capazes de explicar tudo, mas é como aquele restaurante que tem o banheiro limpo, cheiroso e bonito. Dá a sensação de que chegamos a um lugar decente. Infelizmente São Paulo tem o aeroporto que merece. Falo especificamente de Cumbica. Um local velho, carcomido pelo uso e absolutamente parado no tempo. O terminal 4 é um puxadinho. Os terminais 1 e 2 ...

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sexta-feira 27/06/14 08:00

Rodízio ampliado: legado da Copa?

17 de junho. Às 15h10, o índice de congestionamento da CET registrou 300km de lentidão. Faltavam apenas 50 minutos para a partida entre Brasil e México, na primeira fase da Copa do Mundo. Fui vítima desse congestionamento. No trajeto de casa para o trabalho, em que costumo fazer em 25 minutos de carro, levei duas horas. De onde surgiram tantos carros? Aí me toquei que funcionários de vááárias empresas foram liberados depois do meio-dia para assistir a grande partida em ...

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quinta-feira 26/06/14 11:57

Pés Trocados

“É uma questão de uso pessoal. É uma forma de expor em razão do sistema. Até o momento, eu entendo que o Brasil está caminhando para andar direito e o pé trocado também faz a sua manifestação de estar tudo bem, tudo bem. É uma questão de uso pessoal. É o meu jeito, é uma forma de agir, uma questão de princípios pessoais”. Esta frase acima aparentemente não diz “nada com nada” e fora de contexto poderia até ser atribuída a ...

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segunda-feira 23/06/14 07:38

“Sem clima para a Copa”

Esse era o título do Jornal Leitura na quinta-feira dia 12 de junho de 2014. Como pode, em pleno Dia dos Namorados uma manchete tão amarga? Como ignorar a paixão do brasileiro pelo futebol? Abrir mão da partida contra os croatas? A despeito do que pensamos sobre o torneio, é fato que no dia da estreia o país se contagiou. Menos ruas pintadas, menos euforia que o normal, mas o hino cantado além dos padrões protocolares arrepiou. E quando Oscar fez o terceiro gol o delírio foi, efetivamente, no Padrão FIFA de contágio futebolístico.

 

Assim, o que levaria um jornal a afirmar, antes de tudo isso, no clímax da ansiedade, que não temos “clima para a Copa”? Pessoas de vários lugares do Brasil, vestidas com suas camisas amarelas, logo pensariam se tratar de um periódico de oposição ao governo federal, ou mal-humorado com os investimentos feitos para o torneio. Mas devemos lembrar que estou falando de Santa Catarina. Isso mesmo: o Jornal Leitura é catarinense. E então está explicado. Não há jogo da Copa no estado, e olha que injustiça: Santa Catarina tem três times na Série A do Brasileirão – Figueirense, Criciúma e Chapecoense. Além disso, duas outras equipes dão trabalho na Série B – Avaí e Joinville. Não mereciam sediar? Se a resposta for sim, claro que o jornal está magoado. Assim como boa parte das pessoas. No aeroporto de Florianópolis, dia 13 de junho, pouco vi do verde amarelo. O estado estaria mesmo afastado de tudo isso?

 

Esqueça. Não pense como se sua cabeça fosse uma Jabulani, ops, uma Brazuca. Não olhe para um país de milhões de quilômetros quadrados tentando encontrar o que aparece em sua janela. Interpretações antecipadas poderiam até achar que o estado estaria magoado, ávido por uma Copa que não lhe ofertou um estádio ou um novo aeroporto – algo que o governo precisa resolver urgentemente. Mas a tristeza é outra, e muito mais profunda. Realmente nossas leituras costumam ser impactadas por nossos mundos. Ou seja: muitos poderiam pensar que catarinenses se ressentem. Mas o motivo não é esse. Percebam! O Jornal Leitura fica em Riofarma e região – é isso o que diz o cabeçalho de suas páginas. Por lá, as cheias do Rio Negro atingiram cerca de 8 mil pessoas. O nível das águas estava 13,6 metros acima do normal. O que há para comemorar numa realidade como esta? Apenas o fato de naquele dia os afluentes estarem baixando, o que é algo muito mais importante que os gols de Neymar. Clima para a Copa, realmente, depende de aspectos expressivamente complexos. O mesmo poderia atingir São Paulo e sua seca, mas por aqui insistimos em fazer a festa, drenando o volume morto chamado de vivo e ressuscitando um espírito esportivo que não parece morrer nunca. Que os catarinenses voltem a sorrir logo. Não apenas com gols ou taças, mas principalmente com o restabelecimento do clima de suas dignidades.

 

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sexta-feira 20/06/14 08:00

O Brasil que protesta

foto 05

As grandes manifestações de junho de 2013 completaram um ano. O primeiro protesto da semana do dia 17 daquele mês saiu do Largo da Batata, na região de Pinheiros, e tomou a Brigadeiro Faria Lima. Eu estava lá, narrando tudo o que se passava. Era impossível ver o chão da avenida. O canteiro central e as calçadas também estavam repletos de brasileiros inconformados não só com o aumento do preço da passagem de transporte público, mas com a corrupção, ...

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quinta-feira 19/06/14 12:09

Amor politicamente correto

O amor tem razões que a própria razão desconhece. O amor na política é ainda mais complicado. Quando se misturam dois assuntos tão passionais, certamente o bicho ganha contornos mais indecifráveis, com muito mais de sete cabeças. Não deve ser extremamente difícil encontrar casos representativos dessa complicada relação na política nacional. Mas existem dois municípios paulistas em que esta ligação é mais forte. Em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, há um casal famoso na história política da cidade. O ...

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sexta-feira 13/06/14 08:00

E teve metrô!

FOTO SINDICATO

Há uma semana, aconteceu um importante embate entre dois times fora de campo. Na realidade, um dos 'times' resolvia promover uma das maiores greves da categoria em São Paulo. Ah, mas não estamos falando de futebol. O assunto é paralisação de metroviários. A mais longa da história foi registrada em 1986 e durou seis dias, mas não às vésperas de uma Copa do Mundo no Brasil. E com abertura em Itaquera, zona Leste da capital paulista. E cujo principal ...

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quarta-feira 11/06/14 11:32

A Copa também é dos Prefeitos

O caminho natural são as acusações em direção ao Governo Federal e o vínculo imediato de gastos públicos com a Copa e Dilma Roussef. Considerando que a escolha do Brasil como sede ocorreu durante o segundo mandato de Lula, também é natural que se vinculem os problemas da organização e legado ao Partido dos Trabalhadores (PT). Mas, se realmente acreditamos no que dizia Franco Montoro, as pessoas não moram na União, nem no Estado: elas vivem nos municípios. Quem passou ...

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segunda-feira 09/06/14 07:52

Tolerância zero: contra promessas

- imagem do arquivo pessoal

Eleição é assim: promessas. O gesto é antigo, sugerido por Maquiavel no século XVI para o Príncipe em época que não era costume promover escolhas democráticas. Se pra tapear súdito já era comum, imagina para receber votos. Fosse o eleitor minimamente formado e a história seria outra, mas vamos adiante. Ouvido que aceita qualquer coisa estimula boca que fala qualquer coisa. Em um oceano de exemplos, não são apenas bocas, mas papéis a registrarem absurdos. Dia desses encontrei o jornal ...

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