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Quem Faz

HUMBERTO DANTAS Cientista social, doutor em ciência política, professor do Insper e da FESP-SP, e colunista da Rádio Estadão. EDER BRITO Jornalista, mestre em administração pública, servidor público em São Paulo e coordenador de projetos da Oficina Municipal. CAMILIA TUCHLINSKI Jornalista, radialista, apresentadora e repórter da Rádio Estadão. Cobre assuntos gerais. Observadora e curiosa sobre a política nacional.
sexta-feira 24/10/14 08:00

Debates eleitorais e o ‘politicamente correto’

Essa eleição parece ter sido mais longa do que as últimas que presenciamos no Brasil. Não sei se é só impressão minha. E, para finalizar mesmo os trabalhos, hoje será o dia do último debate entre os candidatos à presidência da República de 2014. Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) estarão, frente à frente, no estúdio da TV Globo, no Rio de Janeiro. O encontro tem a pretensão de ser de interesse da população, uma vez que alguns eleitores ...

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quarta-feira 22/10/14 15:38

Cores de Atalaia

Há quase 20 anos morria Pedro Collor de Mello. Quatro tumores no cérebro mataram aquele que foi um importante personagem da política nacional nas últimas décadas. Entre outras coisas, Pedro denunciou o esquema de corrupção envolvendo PC Farias, processo que culminou no impeachment de seu irmão, então Presidente da República, Fernando Collor de Mello. Pedro não sobreviveu para ver o irmão-desafeto reeleito Senador da República em 2014. Não teve tempo de opinar sobre o fato de que aquele político insano que ...

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segunda-feira 20/10/14 07:12

Rumo ao “extremismo”

Olhe para o Brasil de cima para baixo, ou de baixo para cima. Encontrarás ao norte a cidade de Uiramutã, em Roraima, e ao sul o município de Chuí, no Rio Grande do Sul. Agora olhe de um lado para o outro, e vice versa. Ao leste será possível notar o famoso e paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha, enquanto a oeste terás a cidade acreana de Mâncio Lima. Esses são os extremos do Brasil. E por tais paragens a ...

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sexta-feira 17/10/14 08:00

Tem lixão em municípios? Tem sim, senhor!

Passados ‘45 minutos do segundo tempo’, mais da metade dos municípios brasileiros ainda não se adequou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010. Detalhe: todos tinham um prazo máximo até agosto deste ano para acabarem de vez com os lixões. Ah, mas em ano de Copa do Mundo e eleição (com dois turnos), quem vai se lembrar, né?

Como se não bastasse a falta de fiscalização, nossos nobres deputados federais decidiram aprovar uma MP autorizando a prorrogação, até 2018, do prazo para que as cidades fechem os lixões. O texto foi aprovado nesta semana pelo Plenário da Câmara e ainda precisa passar pelo Senado até 6 de novembro. Além disso, necessita de sanção presidencial. Os prefeitos tiveram quatro anos para elaborar projetos e até agora permanecem omissos.

Seis audiências públicas com especialistas e gestores municipais e estaduais foram realizadas no Congresso. Os especialistas expressaram receio de que a prorrogação da medida incentive a falta de compromisso com a aplicação da lei. De outro lado, os prefeitos querem ajuda federal, já que a transformação de lixões em aterros sanitários e para a construção de sistemas adequados para processamento e reciclagem de resíduos sólidos pedem muito dinheiro.

Pela lei, desde 02 de agosto de 2014, as prefeituras com lixo a céu aberto podem responder por crime ambiental com aplicação de multas de até R$ 50 milhões, além do risco de não receberem mais verbas do Governo Federal.

Na contramão da maioria dos municípios, Alcinópolis, no Mato Grosso do Sul, já fez a lição de casa há algum tempo. Realizando a gestão correta do lixo há mais de 10 anos, a cidade tem seu próprio Plano Municipal de Resíduos Sólidos, um aterro sanitário licenciado e o antigo lixão está sendo recuperado. Mas a preocupação com o meio ambiente não para por aí. A coleta seletiva porta a porta já está a caminho e um Eco Ponto será implementado para atender à Política Reversa, conjunto de ações para restituir os resíduos sólidos ao setor empresarial.

Os candidatos à eleição deste ano perderam todas as chances, sejam em debates, entrevistas ou em palanques, de abordar questões ambientais. Se essa preocupação não passa nem pela cabeça daqueles que querem administrar esse país, imagina se os prefeitos, com mais quatro anos, conseguirão realmente acabar com os lixões…é pagar para ver.

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quarta-feira 15/10/14 17:49

Whatsapp e democracia

O Whatsapp é um troço que realmente mudou minha vida. Agradeço todos os dias quando me lembro da dificuldade dos tempos de SMS ou do “estranho” ato de fazer ligações telefônicas. O aplicativo é sensacional e eu me comunico muito mais com pessoas com quem jamais falaria frequentemente se não fosse através do bendito negocinho. Os grupos em que você pode conversar e trocar conteúdo simultaneamente com vários amigos são a melhor parte. Um fórum permanente de bons encontros, que ...

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segunda-feira 13/10/14 06:54

Felicidades aos noivos

Teria sido de caso pensado o posicionamento do candidato do PRTB à Presidência da República? Ou apenas um eco débil vindo de parte da "sua anatomia" descrita tecnicamente em debate da Record? Com um “sim” à primeira questão ficaria nítido que em campanha vale tudo - sob a temática que trataremos aqui, que o diga a campanha de Marta Suplicy (PT) em 2008. Se o “sim” vier apenas na segunda, teremos a certeza que nossa cultura de intolerância é realmente ...

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quinta-feira 09/10/14 11:33

Urnas, pastores e onze canos fumegantes

O nome de urna é algo muito importante para um candidato durante as eleições. É um símbolo que às vezes em uma ou duas palavras consegue congregar todo o conjunto de ideias de um futuro legislador. Também pode ser um fator essencial para a tomada de decisão do eleitor em relação a quem merece seu voto. O eleitor reclama que é pouco o tempo que temos para conhecer todas as ideias e a "orientação ideológica" de um candidato. Alguns nomes ...

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segunda-feira 06/10/14 01:59

Cumprindo tabela

O sistema eleitoral brasileiro se divide em dois tipos de pleitos: majoritários e proporcionais. No primeiro tipo toda candidatura tem substituto conhecido em chapas formadas nas convenções partidárias. Assim, os vice-prefeitos, vice-governadores e vice-presidentes são previamente conhecidos do eleitorado, bem como os dois suplentes de cada senador. Já nas eleições proporcionais a lógica de substituição respeita a ordem de votação. Assim, se um partido elegeu quatro deputados, o primeiro substituto de qualquer um deles é o quinto candidato mais votado ...

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sexta-feira 03/10/14 08:00

Causa animal e mais…

cachorro02

É visível que várias cidades do País estão emporcalhadas por santinhos e cavaletes eleitorais. A população denuncia. A Justiça Eleitoral notifica. Mas, andando pelas ruas de São Paulo, decidi reparar melhor no conteúdo desses materiais de campanha e reparei em duas coisas: a ausência, muitas vezes, do símbolo do partido e o predomínio de fotografia de cãezinhos! Minha mais remota lembrança de eleições é a figura de políticos dos anos 80 beijando criancinhas. Talvez tenha sido moda na época. E muito ...

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