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Quem Faz

HUMBERTO DANTAS Cientista social, doutor em ciência política, professor do Insper e da FESP-SP, e colunista da Rádio Estadão. EDER BRITO Jornalista, mestre em administração pública, servidor público em São Paulo e coordenador de projetos da Oficina Municipal. CAMILIA TUCHLINSKI Jornalista, radialista, apresentadora e repórter da Rádio Estadão. Cobre assuntos gerais. Observadora e curiosa sobre a política nacional.
segunda-feira 20/10/14 07:12

Rumo ao “extremismo”

Olhe para o Brasil de cima para baixo, ou de baixo para cima. Encontrarás ao norte a cidade de Uiramutã, em Roraima, e ao sul o município de Chuí, no Rio Grande do Sul. Agora olhe de um lado para o outro, e vice versa. Ao leste será possível notar o famoso e paradisíaco arquipélago de Fernando de Noronha, enquanto a oeste terás a cidade acreana de Mâncio Lima. Esses são os extremos do Brasil. E por tais paragens a ...

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sexta-feira 17/10/14 08:00

Tem lixão em municípios? Tem sim, senhor!

Passados ‘45 minutos do segundo tempo’, mais da metade dos municípios brasileiros ainda não se adequou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010. Detalhe: todos tinham um prazo máximo até agosto deste ano para acabarem de vez com os lixões. Ah, mas em ano de Copa do Mundo e eleição (com dois turnos), quem vai se lembrar, né? Como se não bastasse a falta de fiscalização, nossos nobres deputados federais decidiram aprovar uma MP autorizando a prorrogação, até 2018, ...

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quarta-feira 15/10/14 17:49

Whatsapp e democracia

O Whatsapp é um troço que realmente mudou minha vida. Agradeço todos os dias quando me lembro da dificuldade dos tempos de SMS ou do “estranho” ato de fazer ligações telefônicas. O aplicativo é sensacional e eu me comunico muito mais com pessoas com quem jamais falaria frequentemente se não fosse através do bendito negocinho. Os grupos em que você pode conversar e trocar conteúdo simultaneamente com vários amigos são a melhor parte. Um fórum permanente de bons encontros, que ...

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segunda-feira 13/10/14 06:54

Felicidades aos noivos

Teria sido de caso pensado o posicionamento do candidato do PRTB à Presidência da República? Ou apenas um eco débil vindo de parte da “sua anatomia” descrita tecnicamente em debate da Record? Com um “sim” à primeira questão ficaria nítido que em campanha vale tudo – sob a temática que trataremos aqui, que o diga a campanha de Marta Suplicy (PT) em 2008. Se o “sim” vier apenas na segunda, teremos a certeza que nossa cultura de intolerância é realmente lamentável. O fato é que a candidatura do “defensor da família brasileira” (da minha NÃO!) subiu como nunca. Seu total de votos quase se multiplicou por oito em relação a 2010, e nesse sentido seria possível imaginar a troca de um “lendário trem” por um caminhão de bobagens. Mas paciência: a intolerância ama evocar a “liberdade de expressão” para consolidar asneiras. E tenho quase certeza que esse será o discurso nas eleições vindouras.

A despeito de tal constatação, por vezes temos lucidez no país, e também no mundo. Enquanto legislativos conservadores, que continuam sendo carregados de gente do século XIX, não têm a coragem de avançar sobre temáticas essenciais, como a regularização da união estável entre pessoas do mesmo sexo, ou união homoafetiva (o termo “casamento gay” assusta muitos, então aqui temos que dar aquela “aliviada”), cabe ao Judiciário agir. Uma pena – pois resisto bravamente à tese de uma justiça ativa em matéria legislativa, e nesse caso chego a contradizer meu próprio discurso. Realmente uma pena. Mas Brasil e Estados Unidos, pra ficar em dois exemplos, viram esse poder, normalmente conservador e distante, protagonizar a lógica do ativismo progressista. E “autorizar” o casamento entre pessoas do mesmo gênero, como se isso fosse necessário – apesar de ser, pois amor não tem limites, mas questões legais e burocráticas têm e precisam ser reguladas. Assim, se o Judiciário dá seu aval ignorando o Legislativo – o que muito me incomoda – temos que lamentar o parlamento que temos e louvar também o terceiro poder. Nesse caso o Executivo.

Prefeituras se notabilizam pela realização de “casamentos comunitários”. A prática é antiga, tradicional, e governos estaduais também os realizam. Para muitos, e até para a lei, seria desnecessário, uma vez que temos a lógica da “união estável” regulando as posições. Mas e o gostinho de trocar alianças? Muitos casais sonham com esse momento, na frente de um líder religioso e/ou perante a lei. É a formalização dos sentimentos de casais que querem viver juntos ou que já vivem assim faz anos. Mas e o casamento gay? Pois bem, aí é mais raro, mas no embalo do Judiciário algumas prefeituras têm dado boas respostas a tais demandas.

Em Campinas, parabéns aos 16 casais que participaram do primeiro casamento comunitário gay da cidade em março de 2013, sob o governo de Jonas Donizette do PSB – o mesmo partido da candidata que patinou na temática nas eleições presidenciais de 2014. Mas o precursor foi o Pará, onde em 2012 a aliança entre poderes e esferas de poder permitiu que o governo do Estado e a prefeitura de Marituba – cidade com 20 anos próxima a Belém, cuja juventude parece capaz de lhe dar maturidade (para muitos seria ousadia, mas paciência) – realizasse o sonho de 18 casais. Ribeirão Pires, Sorocaba, Uberlândia e algumas outras localidades seguíram o exemplo. Em Curitiba, com festa marcada para o fim do ano, a polêmica deu o tom. A prefeitura fez post nas redes sociais – que como já mostramos são bem utilizadas por lá – anunciando a empreitada e logo foi atacada pelo velho discurso preconceituoso de membros do Legislativo. Voltou atrás na mensagem virtual e foi criticada pelo outro lado do embate – triste que existam “lados” nesse debate. Voltou atrás novamente e reconsiderou – segundo o portal iGay. Até segunda ordem, por mais preconceituosos que sejam alguns parlamentares – que costumam amar a imunidade para dizerem o que bem entendem – o evento está mantido. Assim: felicidades aos casais. Felicidades aos prefeitos e prefeitas dessas e de tantas outras cidades. Felicidades à felicidade.

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sexta-feira 10/10/14 08:00

A diretora de escola ‘militante’ de Mauá

O TRE manteve a cassação do vereador Manoel Lopes dos Santos (DEM), de Mauá, na Grande São Paulo, por abuso de poder político. Na eleição de 2012, ele contou com uma ajudinha de Jane Donatiello para distribuir santinhos na escola pública onde ela é a diretora. De acordo com a Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo, o material de propaganda do então candidato à reeleição continha uma carta em que a diretora classificava Manoel Lopes como ‘muito atuante’ e que conseguiria ...

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quinta-feira 09/10/14 11:33

Urnas, pastores e onze canos fumegantes

O nome de urna é algo muito importante para um candidato durante as eleições. É um símbolo que às vezes em uma ou duas palavras consegue congregar todo o conjunto de ideias de um futuro legislador. Também pode ser um fator essencial para a tomada de decisão do eleitor em relação a quem merece seu voto. O eleitor reclama que é pouco o tempo que temos para conhecer todas as ideias e a "orientação ideológica" de um candidato. Alguns nomes ...

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sexta-feira 03/10/14 08:00

Causa animal e mais…

cachorro02

É visível que várias cidades do País estão emporcalhadas por santinhos e cavaletes eleitorais. A população denuncia. A Justiça Eleitoral notifica. Mas, andando pelas ruas de São Paulo, decidi reparar melhor no conteúdo desses materiais de campanha e reparei em duas coisas: a ausência, muitas vezes, do símbolo do partido e o predomínio de fotografia de cãezinhos! Minha mais remota lembrança de eleições é a figura de políticos dos anos 80 beijando criancinhas. Talvez tenha sido moda na época. E muito ...

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quarta-feira 01/10/14 12:25

Homofobia Municipal

O que os municípios de Igaporã, na Bahia, Pedra Preta, no Mato Grosso, Paty do Alferes no Rio de Janeiro e São Bernardo do Campo, em São Paulo têm em comum? Todas estas cidades apontam em suas leis orgânicas municipais o respeito à orientação sexual e o repúdio à discriminação e preconceito como direitos individuais e coletivos em seus territórios. Estes quatro municípios, de diferentes regiões do Brasil, integram um pequenino grupo de 79 cidades que já reconhecem em nível local ...

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segunda-feira 29/09/14 07:39

Secos por votos!

Teste: cidade no interior de São Paulo em que tudo é grande. Pindamonhangaba! Vai dizer o menos informado. Por quê? Ué, olha o tamanho do nome do local. Imagine o resto! Nada disso. Contrariando a lógica nominal a cidade é Itu, e por lá só o nome é pequeno, pois a fama é de imensidão. Assim, se dizem que a cidade é grande em tudo não basta um orelhão gigantesco na praça central, fotografado por milhares de pessoas, e tampouco ...

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