Xepa amplia foco de investigações sobre propinas da Odebrecht fora da Petrobrás

Xepa amplia foco de investigações sobre propinas da Odebrecht fora da Petrobrás

Setor 'profissional' de pagamentos sistemátizados de corrupção levam Lava Jato a obras de estádios, infraestrutura e de saneamento

Ricardo Brandt, Julia Affonso e Mateus Coutinho

22 Março 2016 | 10h33

BRASÍLIA DF BSB / POLITICA / LAVA JATO / OPERAÇÃO XEPA - Polícia Federal em frente ao Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada, em Brasília, na manhã desta terça-feira (22), durante a 26ª fase da Operação Lava Jato. Cerca de 380 policiais federais cumprem 110 mandados judiciais. A atual fase foi batizada de 'Xepa' e tem como um dos alvos o Grupo Odebrecht. FOTO ANDRE DUSEK/ESTADÃO

Polícia Federal em frente ao Hotel Royal Tulip, em Brasília. FOTO ANDRE DUSEK/ESTADÃO

A Operação Xepa – 26ª fase da Lava Jato – deflagrada nesta terça-feira, 22, abre novas linhas de investigação do pagamento de propinas pelo Grupo Odebrecht em outras obras públicas, que extrapolam a Petrobrás – foco inicial das investigações.

“Existe um sistema inclusive automático de controle desses pagamentos com distribuição de alçadas com pagamentos em setores de óleo gás, infraestrutura, estádios de futebol, canal do sertão”, afirmou o procurador da República Carlos Fernando Santos de Lima, durante entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, 22, em Curitiba.

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Segundo a força-tarefa da Lava Jato, a partir do material apreendido na 23ª fase – Operação Acarajé -, que prendeu o marqueteiro do PT João Santana, foram descobertas planilhas de controle dos pagamentos de propina da Odebrecht. A empreiteira pagou pelo menos US$ 3 milhões em conta secreta do marqueteiro na Suíça.

A procuradora da República Laura Tessler afirmou que as descobertas levaram a uma “estrutura profissional de pagamento de propinas na Odebercht”. Segundo ela, eram “pagamentos sistemáticos” com entregas de valores em moeda no Brasil e transferências no exterior.

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