Veja o que alegam os investigados da Lista de Fachin

Veja o que alegam os investigados da Lista de Fachin

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas –como mostram as 83 decisões do magistrado do STF, obtidas com exclusividade pelo Estado

Redação

11 Abril 2017 | 17h35

Foto: Jorge William/Ag. O Globo / PAGOS

Foto: Jorge William/Ag. O Globo / PAGOS

COM A PALAVRA, JOSÉ SERRA

NOTA

O senador José Serra reitera que não cometeu nenhuma irregularidade e que suas campanhas foram conduzidas pelo partido, na forma da lei.
A abertura do inquérito pelo Supremo Tribunal Federal servirá como oportunidade de demonstrar essas afirmações e a lisura de sua conduta.


Assessoria de imprensa do senador José Serra

COM A PALAVRA, ALOYSIO NUNES FERREIRA

“O ministro Aloysio Nunes Ferreira disse que as afirmações são mentirosas. Mas só vai se manifestar depois que tiver acesso ao conteúdo do pedido de inquérito.”

COM A PALAVRA, AÉCIO NEVES

Em nota divulgada nesta terça-feira, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse considerar importante o fim do sigilo do conteúdo das delações premiadas dos ex-executivos da Odebrecht. Na nota, o tucano diz que ele pediu ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), a quebra dos sigilos e que agora “será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta”.

A bancada do PSDB na Câmara também divulgou nota, onde defende que o País não fique paralisado com a divulgação da lista. “É fundamental, todavia, que o trabalho das instituições não paralise o País. Há uma agenda de reformas pendente no Congresso e elas são cruciais para a reativação da economia e a geração de emprego”, diz a mensagem assinada pelo líder Ricardo Tripoli (SP). “A bancada do PSDB na Câmara reafirma sua confiança na Justiça e nas instituições. O fim do sigilo das investigações permitirá que os citados exerçam plenamente o direito de defesa e que a verdade, enfim, prevaleça”, completa a nota.

COM A PALAVRA, GERALDO ALCKMIN

“Jamais pedi recursos irregulares em minha vida política, nem autorizei que o fizessem em meu nome. Jamais recebi um centavo ilícito. Da mesma forma, sempre exigi que minhas campanhas fossem feitas dentro da lei.”

COM A PALAVRA, FLÁVIO DINO

O justo propósito de investigar crimes muitas vezes atinge injustamente pessoas inocentes. É o meu caso.
Tenho consciência absolutamente tranquila de jamais ter atendido qualquer interesse da Odebrecht, nos cargos que exerci nos 3 Poderes.
Se um dia houver de fato investigação sobre meu nome, vão encontrar o de sempre: uma vida limpa e honrada.
Tenho absoluta certeza de que a verdade vai prevalecer, separando-se o joio do trigo.
Inevitável a indignação por ser citado de modo injusto sobre atos que jamais pratiquei. Mas infelizmente faz parte da atual conjuntura.

COM A PALAVRA, O SENADOR ROMERO JUCÁ

“Sempre estive e sempre estarei à disposição da Justiça para prestar qualquer informação. Nas minhas campanhas eleitorais sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas”

COM A PALAVRA, HELDER BARBALHO

1) Helder Barbalho nega que tenha cometido ilegalidades;
2) Helder Barbalho reafirma que todos os recursos que recebeu como doações para sua campanha em 2014 foram devidamente registradas junto ao TRE-PA, que aprovou todas as suas contas;
3) Helder Barbalho esclarece que não tinha e não tem qualquer ingerência sobre a área de saneamento no município de Marabá;
4) Helder Barbalho destaca sua estranheza com o codinome Cavanhaque. Em toda sua trajetória política, Helder Barbalho nunca usou cavanhaque.

COM A PALAVRA, A SENADORA VANESSA GRAZZIOTIN

“A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) esclarece que as doações feitas para suas campanhas foram oficiais, declaradas e posteriormente aprovadas pela Justiça Eleitoral”, segundo nota encaminhada pela assessoria de imprensa da senadora.

COM A PALAVRA, ROBERTO FREIRE
O ministro da Cultura, Roberto Freire, só irá se manifestar a respeito da abertura de inquérito determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) quando tiver acesso ao teor das delações.
O ministro, entretanto, reforça sua idoneidade em toda a sua trajetória política e sua disposição em contribuir com os esclarecimentos necessários à Justiça.

COM A PALAVRA, O MINISTRO DO TCU VITAL DO RÊGO

Por meio de sua Assessoria de Imprensa, o ministro do TCU afirmou.

“O ministro do TCU Vital do Rêgo desconhece os fatos narrados pelos delatores ouvidos pelo Ministério Público Federal e repudia as falsas acusações. Ele nunca teve relação de proximidade com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e está à disposição da Justiça para os esclarecimentos necessários.”

COM A PALAVRA, O SENADOR LINDBERGH FARIAS

“Mais uma vez confiarei que as investigações irão esclarecer os fatos e, assim como das outras vezes, estou convicto que o arquivamento será único desfecho possível para esse processo, novamente justiça será feita”, segundo nota enviada pela assessoria do senador.

COM A PALAVRA, FERNANDO BEZERRA COELHO

A defesa do senador Fernando Bezerra Coelho, representada pelo advogado André Luís Callegari, afirma que não foi oficialmente comunicada, tampouco teve acesso à referida investigação. Fernando Bezerra mantém-se, como sempre esteve, à disposição das autoridades a fim de prestar quaisquer esclarecimentos que elas possam necessitar. A defesa do senador observa que nestes 35 anos de vida pública de Fernando Bezerra Coelho não há qualquer condenação em desfavor do parlamentar”, diz a nota enviada pela assessoria.

COM A PALAVRA, O SENADOR ANTONIO ANASTASIA

“Em toda sua trajetória, Anastasia nunca tratou de qualquer assunto ilícito com ninguém”.

COM A PALAVRA, ZECA DIRCEU

NOTA OFICIAL: O deputado federal Zeca Dirceu reitera que não há e nunca houve qualquer tipo de tratativa do parlamentar junto às diretorias da Petrobras e/ou às empresas investigadas na Lava Jato. Apesar das inúmeras investigações em andamento há vários anos, não existe sequer uma única ligação, e-mail, contato, agenda de reunião, testemunho, delação ou coisa parecida em relação a qualquer atitude do parlamentar que o ligue ao assunto Petrobras / Lava Jato ou a qualquer tipo de ilegalidade. É importante destacar, que nunca houve qualquer pedido do parlamentar a envolvidos na Lava Jato, fato já testemunhado por vários outros delatores e agora comprovado pelo próprio delator Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis. Todas as doações recebidas nas campanhas de 2010 e de 2014 foram legais, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral sem ressalvas. Os nomes dos doadores são de conhecimento público desde 2010, divulgados constantemente pelos órgãos de imprensa. O deputado reforça sua confiança no Supremo Tribunal Federal e no trabalho de investigação da Polícia Federal.

COM A PALAVRA, BETINHO GOMES

Teve todas as contas de campanha contabilizadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral;
* Pedirá acesso à íntegra do referido inquérito;
* Jamais defendeu interesses privados em detrimento do interesse público;
* Nunca teve encontros com os referidos delatores mencionados pela imprensa.
* Tem total interesse que o caso seja o mais rapidamente esclarecido.

COM A PALAVRA, PAULO MANSUR

Nota oficial: “Recebi doações feitas por empresas, dentre elas a Odebrecht, para minha campanha eleitoral.Essas doações foram efetuadas dentro da legislação vigente à época. Todas essas doações constam da minha prestação de contas, aprovada pela Justiça Eleitoral, com o nome da empresa, CNPJ, data e valor. Não há nada de errado e tudo foi feito com transparência e rigorosamente dentro da lei”.

COM A PALAVRA, AO DEPUTADO JUTAHY JR.

“Tenho absoluta convicção de que esse procedimento será arquivado porque simplesmente não tenho nada a ver com a Lava Jato.”

COM A PALAVRA, HERÁCLITO FORTES

O deputado se manifestou por meio de nota, divulgada no Twitter. “O deputado Heráclito Fortes informa que não foi notificado oficialmente no pedido de abertura de inquérito formulado pelo procurador-gerla da República, Rodrigo Janot. Não pode, portanto, se manifestar acerca da reportagem do jornal O Estado de São Paulo sem ser leviano e especulativo.
Ressalta, entretanto, que as menções a ele até agora conhecidas envolvendo a Odebrecht foram feitas pelo sr. Cláudio Mello Filho, que afirmou expressamente ter a construtora efetuado doações eleitorais em razão do bom trânsito do deputado no Congresso Nacional e não como forma indireta de pagamento de propina. O deputado Heráclito Fortes se manifestará concretamente sobre o pedido formulado pelo procurador-geral tão logo tenha conhecimento de seu inteiro teor.”

COM A PALAVRA, O DEPUTADO JOÃO CARLOS BACELAR

Deputado Federal João Carlos Bacelar (PR-BA) disse, via assessoria, que “as acusações não são verdadeiras. O deputado confia no poder judiciário”.

COM A PALAVRA, A ASSESSORIA DO MINISTRO MARCOS PEREIRA (INDÚSTRIA, COMÉRCIO EXTERIOR E SERVIÇOS)

O ministro Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos necessários, muito embora não tenha sido notificado oficialmente nem tenha conhecimento de nada daquilo que é acusado. Marcos Pereira agiu sempre dentro da lei enquanto presidente de partido, buscando doações empresariais respeitando as regras eleitorais, e esclarecerá não ter qualquer envolvimento com atitudes ilícitas.

COM A PALAVRA, O MINISTRO ELISEU PADILHA

Eliseu Padilha disse, por meio de assessores, que não vai comentar a citação de seu nomes na Lista de Fachin.

COM A PALAVRA, O MINISTRO MOREIRA FRANCO

Moreira Filho disse, por meio de assessores, que não vai comentar a citação de seu nomes na Lista de Fachin.

COM A PALAVRA, O SENADOR RENAN CALHEIROS

Em nota, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) disse que vai esperar o teor das “supostas investigações” para se defender. “Um homem público sabe que pode ser investigado. Mas isso não pode significar. Mas isso não pode significar uma condenação prévia ou um atestado de que alguma irregularidade foi cometida”, disse, no comunicado. “Acredito que esses inquéritos serão arquivados por falta de provas como aconteceu com o primeiro deles.”

COM A PALAVRA, FERNANDO HADDAD

O ex-prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que “nunca soube que Lula tivesse tratado de arrecadação de recursos” para sua campanha. Ele afirmou que contrariou os dois principais interesses da empreiteira na cidade durante seu governo. O primeiro foi a paralisação da obra do túnel Roberto Marinho, na zona sul. Era começo de sua gestão.

Além disso, afirmou ter se recusado a enviar para a Câmara Municipal um projeto de lei que a empreiteira e o deputado federal Andrés Sanches (PT-SP) defendiam para permitir à Prefeitura a recompra dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs). Os certificados haviam sido emitidos para permitir a construção da Arena Corinthians e, sob investigação do Ministério Público Estadual (MPE), haviam se tornado um mico financeiro. Daí o interesse da empreieteira em quer a prefeitura os recomprasse.

COM A PALAVRA, O SENADOR RICARDO FERRAÇO

O senador Ricardo Ferraço disse estar “perplexo” com a citação do seu nome na lista. “Eu estou completamente perplexo. Não tenho e nunca tive qualquer relação com esses executivos da Odebrecht”, afirmou. Ele disse que constituiu advogado para pedir vista para saber se existe a citação e detalhes do inquérito. “A minha reação é de surpresa e perplexidade.”

COM A PALAVRA, O SENADOR EDUARDO BRAGA

Por meio de sua assessoria, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que está “tranquilo” e irá aguardar as investigações.

COM A PALAVRA, O DEPUTADO JOSÉ CARLOS ALELUIA

‘O ministro Fachin autorizou a investigar todos os citados, sem distinção, e fez bem. Todo o homem público tem de estar pronto para ser investigado. Todas as doações de campanha que recebi foram legais e estão declaradas.”

COM A PALAVRA, ARLINDO CHINAGLIA JR

“Eu não sei do que se trata e vou procurar tomar ciência disso. Não faço a mínima ideia do motivo de eu estar na lista, não imaginava. Alguém me citou, mas em que circunstâncias eu não sei”

“Não sei avaliar o que agrava ou não a imagem de cada um dos partidos mencionados. Nesse momento, eu não tenho como avaliar. Quero agora me informar do que está acontecendo. Estou determinado a fazer isso”

“Pelo que eu entendi, a PGR enviou para o Supremo centenas de nomes. Não sei qual é o procedimento de cada um, mas eu presumo que deva ter acesso a todo material”

COM A PALAVRA, DECIO LIMA

“Em relação a menção do meu nome nas investigações do Supremo Tribunal Federal, recebo com tranquilidade, uma vez que confio que a verdade prevalecerá e a justiça será feita. Declaro que sou o maior interessado no esclarecimento de toda esta situação. É importante destacar que não sou réu e nem investigado em nenhum processo da Lava Jato. A minha vida pública sempre foi pautada pela ética, lisura e transparência e a minha história demonstra a preocupação com a legalidade de todos os meus atos”

Decio Lima

COM A PALAVRA, ANA PAULA LIMA

NOTA OFICIAL Em relação a citação do meu nome nas investigações do Supremo Tribunal Federal declaro serenidade e estou à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos. Afirmo que não sou ré e nem investigada em nenhum processo da Lava Jato.

Afirmo que as doações à minha  campanha eleitoral foram declaradas e aprovadas pelos órgãos competentes, e que minha conduta pública é regida pelos princípios da ética, moral e legalidade.
Ana Paula Lima

Deputada Estadual (PT/SC)

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA DANIEL GERBER, DEFENSOR DO MINISTRO ELISEU PADILHA

“A defesa do ministro ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), representada pelo criminalista Daniel Gerber, afirma que todo e qualquer conteúdo de investigações será debatido exclusivamente dentro dos autos.”

COM A PALAVRA, A DEFESA DO SENADOR VALDIR RAUPP

“A defesa do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), representada pelo criminalista Daniel Gerber, informa que o senador contesta mais uma vez a falsidade das alegações que fazem contra si, se colocando à disposição do poder judiciário para os esclarecimentos cabíveis.”

COM A PALAVRA, O DEPUTADO MARCO MAIA

Em relação à abertura de inquérito determinada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do deputado Marco Maia (PT-RS), representada pelo criminalista Daniel Gerber, informa que as ações criminais cabíveis contra estes delatores serão adotadas, na medida em que imputam a terceiros atos inexistentes como forma de obterem benefícios que não merecem junto ao Poder Judiciário.

COM A PALAVRA, A ADVOGADA VERÔNICA STERMAN

Paulo Bernardo nega ter feito esse pedido e informa que não teve qualquer conversa com executivos da Odebrecht para tratar da inclusão da obra no PAC. Ela foi incluída de maneira absolutamente lícita e atendendo a reivindicação da bancada federal do RS, sem qualquer participação da empresa Odebrecht. Verônica Sterman, advogada.

COM A PALAVRA, HUMBERTO COSTA

O senador, que espera a conclusão de inquérito aberto há mais de dois anos pelo STF, e para o qual a Polícia Federal já se manifestou em favor do arquivamento, aguarda ter acesso aos novos documentos para reunir as informações necessárias à sua defesa. O senador, que já abriu mão de todos os seus sigilos, se coloca, como sempre fez, à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários”, diz a nota enviada pela assessoria.

COM A PALAVRA, O SENADOR JORGE VIANA

NOTA À IMPRENSA

A crise política vai se aprofundar, a partir de agora, com risco de paralisia institucional, porque todo o sistema político brasileiro está em xeque.

Todas as legendas e expoentes partidários estão citados na lista do ministro Luís Edson Fachin, do STF, o que nos obriga, nesse momento, a nos explicarmos.

Do PMDB ao PSDB, passando pelo meu partido, o PT, mas também o DEM, PSD, PSB, PRB e PP, todos os representados no Congresso estão envolvidos nesta crise. Muitos são acusados de corrupção, outros têm de se explicar sobre suas campanhas.

Sobre o envolvimento do meu nome e do governador Tião Viana, não há nenhuma denúncia de corrupção contra nós, mas questionamentos sobre a arrecadação da campanha em 2010.

Vamos provar na Justiça o que dissemos antes: nossas campanhas foram dentro da lei e feitas com dinheiro limpo.

Nada devemos e nada tememos. Confiamos na Justiça.

Senador Jorge Viana (PT-AC)

COM A PALAVRA, PAULO VASCONCELOS

Paulo Vasconcelos afirma que conduziu todas as campanhas das quais participou dentro do que estava previsto na lei. Essas delações contém informações falsas, que serão desmentidas ao longo das investigações.

COM A PALAVRA, O MINISTRO BRUNO ARAÚJO

Assessoria de imprensa

Nota Oficial
De acordo com a legislação eleitoral, solicitei doações para diversas empresas, inclusive a Odebrecht, como já foi anteriormente noticiado.

O sistema democrático vigente estabelecia a participação de instituições privadas por meio de doações. Mantive uma relação institucional com todas essas empresas.

Em todo o meu mandato, sempre atuei em prol de interesses coletivos. Atuei de acordo com a minha consciência.

Bruno Araújo
Ministro das Cidades

COM A PALAVRA, MARCELLUS FERREIRA PINTO

Acerca da divulgação do nome de Cândido Vaccarezza na lista divulgada pelo Min. Fachin, a defesa tem a esclarecer, por meio de nota, que:

“Cândido Vaccarezza não é réu na operação lava jato e eventuais declarações de executivos da Odebrecht serão refutadas na íntegra. Já o ex-presidente da Transpetro será processado criminalmente em Curitiba por suas falsas afirmações e certamente perderá os benefícios da colaboração premiada. ”

Atenciosamente,

Marcellus Ferreira Pinto
Advogado – OAB/SP 338.338

COM A PALAVRA, RODRIGO MAIA

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça-feira, 11, que confia na Justiça e tem convicção de o inquérito aberto contra ele pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, será arquivado. Maia é um dos 42 deputados que serão investigados pelo Supremo com base na delação de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

“Eu vou repetir o que eu sempre tenho dito: eu confio na Justiça, confio no Ministério Público e confio na Polícia Federal. Os fatos serão esclarecidos e os inquéritos serão arquivados. Há citações de delatores, que o processo vai comprovar que são falsas e os inquéritos serão arquivados”, disse.

Maia também disse acreditar que as investigações não vão atrapalhar o andamento dos trabalhos do Congresso, como a votação da reforma da Previdência.  “O Ministério Público e a Justiça vão fazer o seu trabalho de forma competente, cabe ao Congresso cumprir seu papel institucional de legislar. Há separação dos poderes”, disse.

Após o Estado publicar a lista dos nomes que serão investigados, o plenário da Câmara esvaziou, o que impossibilitou a votação do projeto que cria um regime de recuperação fiscal para os Estados em crise.

Maia, porém, negou que a votação tenha sido adiada para a próxima semana por causa da divulgação da lista. “Às 2 horas da tarde o quórum já era muito baixo, as dificuldades que a gente estava tendo desde cedo nos requerimentos inviabilizariam qualquer votação”, disse.

COM A PALAVRA, EDISON LOBÃO

O senador, por meio de seus advogados, repudia mais uma vez o reiterado vazamento de informações sigilosas e esclarece que está buscando o devido acesso legítimo e oficial a tais documentos perante o STF.

COM A PALAVRA, PAULINHO DA FORÇA
A assessoria de imprensa do deputado Paulinho da Força (SD-SP) informou que ele não vai se pronunciar, pelo menos por enquanto, sobre a lista do relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, que determinou a abertura de inquérito contra nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles o deputado do Solidariedade.

A assessoria justificou que o parlamentar não vai comentar porque “a informação não é oficial”. “Ao se tornar oficial, ao se confirmar, o partido e o deputado vão tomar as providências cabíveis”, disse a assessoria.

COM A PALAVRA, DANIEL GOMES DE ALMEIDA

“Sobre as notícias citando o meu nome em possível investigação no STF, não tenho nada a temer. Os baianos e os brasileiros conhecem minha trajetória de mais de 30 anos de atividade pública. Se algum inquérito for aberto, tenho total convicção que o destino será o arquivamento.”

COM A PALAVRA, ÔNIX LORENZONI

Deputado publicou vídeo em sua conta no twitter em que diz ter recebido com surpresa, indignação e revolta a citação de seu nome na lista de Fachin. “Tenho 24 anos de vida pública limpa e ela vai continuar limpa”. Lorenzoni disse que sempre se separou da “lambança” que “lamentavelmente” acontece em Brasília. Informou ainda que seu advogado vai pedir acesso aos autos. “Nunca estive na sede da Odebrecht. Nunca pedi dinheiro a Odebrecht”. “Não temo e não devo”.

Em entrevista ao Estado, Ônix disse que nunca teve boa relação com Alexandrino de Salles Ramos de Alencar. ‘Quero que alguém publique uma foto minha na sede da Odebrecht que eu renuncio na hora’, afirma. Ele disse que não faz ideia como seu nome apareceu na lista de Fachin.’

COM A PALAVRA, GARIBALDI ALVES FILHO

O senador Garibaldi Alves Filho disse ter recebido com surpresa a notícia. Também negou as suspeitas e disse se colocar à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos, “inclusive disponibilizando os sigilos bancário, fiscal e telefônico”. O senador disse ainda que espera agilidade na apuração e responsabilidade na distinção entre doações lícitas e sem qualquer contrapartida das doações irregulares.

O senador Garibaldi Filho se declara surpreso com a notícia de inclusão do seu nome nas notícias de delações e, ao mesmo tempo em que nega tais suspeitas, põe-se à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos, inclusive disponibilizando os sigilos bancário, fiscal e telefônico, e espera agilidade na apuração e responsabilidade na distinção entre doações lícitas e sem qualquer contrapartida das doações irregulares.

COM A PALAVRA, KÁTIA ABREU

A respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal, que autorizou abertura de inquérito para investigar nove ministros, 29 senadores e 42 deputados federais, na qual o meu nome é citado, declaro que:
Lamentavelmente, por desconhecer o conteúdo da decisão do ministro Edson Fachin, não tenho, neste momento, elementos suficientes que me permitam rebater as supostas acusações feitas contra mim e o meu marido, mas afirmo categoricamente que, em toda a minha vida pública, nunca participei de corrupção e nunca aceitei participar de qualquer movimento de grupos fora da lei. Estarei à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários de maneira a eliminar qualquer dúvida sobre a nossa conduta.
Sigo trabalhando no Senado pelo Brasil e pelo Tocantins. Minha história e minha correção são a base fundamental da minha defesa.

COM A PALAVRA, CELSO RUSSOMANO

Tomei ciência das notícias e afirmo, em primeiro lugar não fui candidato a Câmara Federal e sim ao Governo do Estado, portanto esta informação é falsa. Segundo, na minha campanha de 2010 haviam pessoas responsáveis pelo financeiro da campanha, e se alguém recebeu os R$ 50.000,00 não contabilizados, quero saber quem foi pois será responsabilizado civil e criminalmente. Tenho minha consciência tranquila. Minha honra e minha trajetória íntegra e transparente na vida pública ao longo de mais de 20 anos falam por mim.

COM A PALAVRA, RODRIGO GARCIA

“Jamais recebi doação não contabilizada em minhas campanhas eleitorais. Sou o maior interessado que esse assunto seja esclarecido o mais breve possível.”

Assessoria do Deputado Rodrigo Garcia

COM A PALAVRA, MARTA SUPLICY

Nota encaminhada pela assessoria de imprensa da senadora diz que o ministro Edson Fachin não determinou a abertura de investigação contra Marta, mas, sim, retornou a denúncia ao procurador-geral Rodrigo Janot para avaliar a extinção de punibilidade. “Os fatos mencionados na delação são inteiramente falsos. A conduta da senadora Marta Suplicy sempre foi baseada nos princípios éticos que marcam toda sua vida pública”

COM A PALAVRA, NAPOLEÃO BERNARDES

O prefeito Napoleão Bernardes disse estar perplexo com esta menção. Ressalta que seu governo e sua vida pública sempre foram e são pautados na ética, na seriedade, na transparência e na verdade.
Confiante na Justiça brasileira, Napoleão Bernardes tem certeza de que os fatos serão esclarecidos mostrando sua isenção neste processo.

COM A PALAVRA, DALÍRIO BEBER

Recebo com surpresa a inserção do meu nome no rol dos investigados. Não tive, até o presente momento, qualquer acesso ao processo para conhecer o conteúdo do que me é atribuído. Rechaço com veemência toda e qualquer denúncia de prática de ilícitos.
Estou indignado, mas absolutamente tranquilo, pois minha consciência em nada me acusa.
Digo à sociedade brasileira, em especial, aos Catarinenses, que sempre confiaram em mim, que espero que rapidamente a verdade seja restabelecida. Neste momento, coloco-me inteiramente à disposição da Justiça.

COM A PALAVRA, PAULO HARTUNG
Nota

O governador Paulo Hartung não disputou as eleições de 2010 e 2012. Portanto, é leviana, mentirosa e delirante a citação de que ele teria recebido recursos da construtora Odebrecht. O governador afirma que acusações infundadas como essa só contribuem para confundir, tumultuar a investigação e manchar a trajetória das pessoas de forma irresponsável.

Assessoria de imprensa do governador Paulo Hartung

COM A PALAVRA, CÁSSIO CUNHA LIMA

Nota à imprensa
“Recebi uma doação da Brasken (do grupo Odebrecht) na campanha de 2014. Essa doação foi devidamente declarada na minha prestação de contas. O meu patrimônio é absolutamente compatível com a minha renda e eu nunca usei de quaisquer dos meus mandatos para enriquecer ilicitamente. Quando prefeito de Campina Grande e governador da Paraíba, jamais tive uma obra pública executada pela Odebrecht. Tem que investigar, sim! Investigar até o fim! E investigar imediatamente!”

COM A PALAVRA, TIÃO VIANA

Nota à imprensa
“Neste momento dantesco da vida nacional, parece que nenhuma linha fina separa a honra da desonestidade. Tenho um histórico de combate à corrupção como ativista político, senador da República e governador do Acre. Defendo a apuração de qualquer fato suspeito e a punição de qualquer um que tenha culpa provada.
Portanto, também tenho integridade, coerência e coragem para não aceitar a sanha condenatória de setores poderosos que destroem reputações tomando apenas a delação interessada de corruptos apanhados no crime.
Sobre a construtora Odebrecht, afirmo nunca realizou qualquer obra no Estado do Acre, portanto, nem sequer poderia ter aqui qualquer tipo de interesse escuso ou legal. Nunca me reuni com o senhor Marcelo Odebrecht, com nenhum executivo da sua empresa nem de qualquer outra envolvida na Operação Lava a Jato.
Outra canalhice já tentou envolver o meu nome em ataque semelhante, mas o Superior Tribunal de Justiça reconheceu a minha inocência por unanimidade e a Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento do caso.
As contas das minhas campanhas são públicas e foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Confio na Justiça, defenderei a minha honra com determinação e tomarei todas as medidas judiciais cabíveis contra os delatores da calúnia e os propagandistas da desonra. Indignado, mas de consciência tranquila, reafirmo: estou longe dessa podridão, essa podridão está longe de mim.”

COM A PALAVRA, MARIA DO ROSÁRIO

“A medida é uma mera autorização do STF para apuração dos fatos sobre as delações da Odebrecht. No entanto a mera citação de meu nome me deixa indignada. Não me calarei frente a este episódio e não me afastarei um milímetro sequer das causas que acredito e que o nosso trabalho representa. Vou disponibilizar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico ao STF tamanha é minha tranquilidade. Meu nome e minha vida não estão à disposição para serem enxovalhados por ninguém em nenhum lugar.”

COM A PALAVRA, GILBERTO KASSAB

“O ministro confia na Justiça, ressalta que não teve acesso oficialmente às informações e que é necessário ter cautela com depoimentos de colaboradores, que não são provas. Reafirma que os atos praticados em suas campanhas foram realizados conforme a legislação.” (nota oficial)

COM A PALAVRA, ANDERSON DORNELES

A respeito das informações divulgadas pela imprensa relativas à delação da empresa Odebrecht as quais fui citado, declaro que desconheço o teor total das declarações, mas já posso afirmar que nunca solicitei ou recebi qualquer ajuda financeira de quem quer que seja. Tampouco autorizei terceiro que o fizesse em meu nome.

COM A PALAVRA, JOÃO VACCARI NETO

A defesa do Sr. João Vaccari Neto vem a público para reiterar que a informação do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, de que o Sr. Vaccari sabia sobre pagamento de propina ao PT, feitos pela empreiteira, não passam de afirmação de um Delator, sem qualquer base probatória, até porque não reflete a verdade. Palavra de Delator não é prova no processo penal brasileiro.

O que é verdade é que o Sr. Vaccari, cumprindo seu dever de tesoureiro, a partir de 2010, solicitava doações, a pessoas físicas e jurídicas, destinadas ao Partido dos Trabalhadores, todas elas legais, por via bancária, com emissão de recibos e sob fiscalização das autoridades competentes.

São Paulo, 13 de abril de 2017
Prof. Dr. Luiz Flavio Borges D’Urso