Moro proíbe algemas em Lula

Moro proíbe algemas em Lula

Ao mandar prender ex-presidente, juiz da Lava Jato reconhece 'dignidade do cargo' que Lula ocupou durante oito anos e ordenou que seja 'vedada a utilização de algemas em qualquer hipótese'

Luiz Vassallo, Fausto Macedo e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

05 Abril 2018 | 18h37

Ao decretar a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 5, em cumprimento da ordem de execução da pena do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), o juiz federal Sérgio Moro deixou expresso: “Vedada a utilização de algemas em qualquer hipótese”.

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O juiz da Lava Jato de Curitiba, que condenou Lula no caso triplex, deu prazo até esta sexta-feira, 6, ao ex-presidente Lula para se apresentar ‘voluntariamente’ à Polícia Federal em Curitiba, base da Operação Lava Jato. Em despacho desta quinta, 5, Moro estipulou a Lula que se apresente até as 17h.

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“Relativamente ao condenado e ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”, anotou.

Moro escreve no despacho que os detalhes da apresentação deverão ser combinados entre a defesa de Lula e a PF.

 

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