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JOãO VACCARI NETO

Vaccari fica em silêncio, outra vez, diante de Moro

Ex-tesoureiro do PT chegou à Justiça Federal no Paraná escoltado pelo 'Japonês da Federal', mas não quis responder perguntas do juiz da Lava Jato

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Ricardo Brandt e Julia Affonso

25 Janeiro 2016 | 18h21

João Vaccari Neto chega a seu interrogatório na Lava Jato. Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press

João Vaccari Neto chega a seu interrogatório na Lava Jato. Foto: Paulo Lisboa/Brazil Photo Press

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto ficou em silêncio nesta segunda-feira, 25, frente a frente com o juiz federal Sérgio Moro, o magistrado da Operação Lava Jato.

Réu na ação penal da Operação Pixuleco – desdobramento da Lava Jato cujo alvo maior é o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula) -, Vaccari é acusado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Na audiência o petista poderia apresentar sua versão a Moro e ao Ministério Público Federal. Mas, como em outras ocasiões, permaneceu calado.

“Por orientação dos meus advogados, vou me manter calado”, afirmou.

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Moro perguntou se ele não responderia a questões do juízo. “Vou me manter calado, nenhuma pergunta.”

Vaccari chegou à Justiça Federal no camburão da Polícia Federal escoltado pelo ‘Japonês da Federal’, agente da PF que virou marchinha de carnaval porque sempre aparece ao lado dos prisioneiros da Lava Jato.

O ex-tesoureiro do PT já está condenado na Lava Jato. Em outra ação criminal ele pegou 15 anos de prisão. Segundo a acusação, ele recebeu pelo menos R$ 4,26 milhões em propinas para o partido, oriundas de contratos superfaturados de empreiteiras com a Petrobrás – a Procuradoria sustenta que empresas deram o dinheiro ao então tesoureiro do PT na forma de doação eleitoral legal.

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