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‘Uma organização criminosa infiltrada dentro do governo federal’, aponta Lava Jato

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‘Uma organização criminosa infiltrada dentro do governo federal’, aponta Lava Jato

Operação Aletheia, que pegou Lula, investiga possíveis benefícios a seus familiares

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Ricardo Brandt, Andreza Matais, Julia Affonso e Fausto Macedo

04 Março 2016 | 11h45

BRA14. CURITIBA (BRASIL), 04/03/2016.- De izquierda a derecha, el fiscal de Curitiba Fernando dos Santos Lima, el superintendente Rosalvo Ferreira Franco, el delegado Igor Romário de Paula y el auditor Roberto Leonel de Oliveira Lima participan en una rueda de prensa hoy, viernes 4 de marzo de 2016, en la ciudad sureña de Curitiba (Brasil). El conjunto de indicios contra el expresidente brasileño Luiz Inácio Lula da Silva en la investigación abierta por corrupción es "bastante significativo", afirmó el encargado del proceso abierto por desvíos en la estatal Petrobras Carlos Fernando dos Santos Lima. EFE/Pedro Filho

Os investigadores da Lava Jato em Curitiba. Foto: EFE/Pedro Filho

O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima disse nesta sexta-feira, 4, que a Operação Aletheia, 24.ª fase e ápice da Lava Jato que pegou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mira em ‘organização criminosa infiltrada dentro do governo federal que se utilizava da Petrobrás e de outras empresas para o financiamento político e também para apropriação pessoal’.

O procurador disse que a organização ‘certamente possui um comando’.

Lula foi conduzido coercitivamente nesta sexta-feira, 4, de sua residência em São Bernardo do Campo para o Aeroporto de Congonhas em São Paulo. O petista está depondo desde as 8hs a um grupo de delegados da Polícia Federal e Procuradores da República.

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“Trata-se apenas de mais uma etapa da Operação lava jato, etapa necessária diante das provas colhidas durante as investigações”, disse Carlos Lima.

“Neste caso estamos falando de uma organização criminosa infiltrada dentro do governo federal”, declarou o procurador. “Foi verificado e nós já fizemos a acusação que o ex-ministro José Dirceu (preso na Lava Jato desde agosto de 2015) fazia parte desse comando com o ex-tesoureiro Vaccari (João Vaccari Neto, também preso), entre outros. Mesmo após a prisão do ex-ministro, no caso Mensalão, a organização criminosa continua existindo. Fazemos uma investigação da continuidade dessa cadeia de comando.”

O procurador foi enfático. “Hoje, nós estamos analisando evidências de que o ex-presidente e sua família receberam vantagens para, eventualmente, a consecução de atos dentro do governo. Isso ainda é uma hipótese investigativa. Existem evidências de pagamentos de vantagens. Não há nenhuma motivação plausível para esses pagamentos de vantagens.”

Ele apontou. “Nós temos os favores feitos pelas empreiteiras OAS e Odebrecht e um sítio (em Atibaia) que nós estamos investigando a propriedade, mas acreditamos até o momento ser do sr. Luiz Inácio. E também temos bem claro que houve pagamentos de benfeitorias no tríplex, no Guarujá. Outros dados, inclusive, beneficiando familiares também estão sob investigação.”

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