Tribunal mantém absolvição de ex-presidente do Banco Schahin

Tribunal mantém absolvição de ex-presidente do Banco Schahin

Sandro Tordin, denunciado por lavagem de R$ 6 milhões de empréstimo destinado ao PT em outubro de 2004, teve sua inocência no caso confirmada pelo TRF-4

Fausto Macedo e Julia Affonso

27 Março 2018 | 16h50

TRF-4. Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4

Em meio à confirmação de tantas condenações e aumento de penas de réus da Operação Lava Jato, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) manteve a absolvição do executivo Sandro Tordin, ex-presidente do Banco Schahin. A decisão foi tomada por unanimidade pelos três desembargadores da 8.ª Turma do Tribunal da Lava Jato na sessão de segunda-feira, 26, pouco depois de rejeitarem recurso decisivo do ex-presidente Lula, mantendo a condenação do petista a 12 anos de um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá.

Tordin havia sido denunciado pela Procuradoria da República por lavagem de dinheiro – R$ 6 milhões de um total de R$ 12 milhões emprestados pela instituição financeira, em outubro de 2004, ao empresário José Carlos Bumlai, amigo de Lula. O dinheiro, segundo Bumlai, era destinado ao PT. Em troca, o Grupo Schahin teria sido contemplado com um contrato bilionário para operar navio-sonda da Petrobrás.

Tordin foi absolvido pelo juiz Sérgio Moro, mas a Procuradoria apelou ao TRF-4.

A Procuradoria apontou na apelação crime de gestão fraudulenta, mas a denúncia imputava ao executivo apenas lavagem de dinheiro. A defesa de Tordin se insurgiu, alegando que o ex-presidente do banco Schahin teria que se manifestar apenas sobre os fatos descritos na denúncia que originou o processo criminal.

Os argumentos da defesa foram acolhidos pelos desembargadores do Tribunal da Lava Jato que mantiveram a absolvição de Sandro Tordin.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ADRIANO SALLES VANI

O criminalista Adriano Salles Vani, que defende Sandro Tordin, afirmou. “Mais uma vez ficou demonstrado que o ex-presidente do banco Schahin não praticou nenhum ato de lavagem de capitais.”

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