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Alvos da operação antiterror estão em prisão de segurança máxima

Alvos da operação antiterror estão em prisão de segurança máxima

10 brasileiros suspeitos de compor uma célula terrorista internacional do Estado Islâmico, no País estariam preparando atentados na Olimpíada do Rio; eles foram levados para presídio federal em Campo Grande

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Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

22 Julho 2016 | 08h12

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal informou nesta sexta-feira, 22, que os dez investigados presos na Operação Hashtag foram levados a um presídio federal em Campo Grande. Os brasileiros são suspeitos de compor uma célula terrorista internacional do Estado Islâmico, no País, e estariam preparando atentados na Olimpíada do Rio.

A prisão é a mesma onde está custodiado o traficante Fernandinho Beira-Mar.

A Operação Hashtag cumpriu 31 mandados judiciais, entre prisões, buscas e conduções coercitivas na quinta-feira, 21.

“A custódia dos presos em presídio federal efetivará a prevenção de atuação terrorista pelo grupo em questão durante o evento internacional sediado no País”, informou o Ministério Público Federal ontem.

O procurador da República Rafael Brum Miron, da Operação Hashtag, afirmou que ‘as provas colhidas até o momento possibilitam o enquadramento dos investigados, no mínimo, nos tipos penais que estipulam ‘promover’ ou ‘integrar’ organização terrorista como crime’.

“Entre as principais provas identificadas até o momento, há uma comunicação eletrônica na qual um dos integrantes do grupo conclama interessados a se organizarem para prestar apoio ao Estado Islâmico com treinamento já em território brasileiro. Foram também identificadas mensagens relacionadas a possibilidade de se aproveitar o momento dos Jogos Olímpicos para a realização de ato terrorista”, aponta, em nota, a Procuradoria da República, no Paraná.
Os investigadores afirmam que alguns investigados já haviam feito o ‘batismo’ ao Estado Islâmico (bayat), ‘juramento de fidelidade exigido pela organização terrorista para o acolhimento de novos membros’.

Segundo o Ministério Público Federal, ‘tais atos, aliados a uma série de outros graves indícios, demonstraram a imprescindibilidade da prisão temporária decretada, tudo para garantir a segurança e paz pública necessárias à realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016’.

“Por meio de medidas como quebra de sigilo telefônico e de dados, devidamente autorizadas pelo Juízo da 14ª Vara Federal de Curitiba/PR, constatou-se a tentativa de organização do grupo para promoção de atos terroristas durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. O contato entre os indivíduos dava-se essencialmente por meio de redes sociais, Telegram e demais modos de comunicação virtual, espaço no qual também divulgavam ideais extremistas e de perseguição religiosa, racial e de gênero”, sustenta a Procuradoria.

A Procuradoria informou também que ‘embora se tenha constatado indícios de atos preparatórios pelo grupo, não houve notícia de atos concretos para a realização de ataque terrorista’. O processo tramita em segredo de Justiça, segundo a Procuradoria, ‘a fim de assegurar o êxito da operação e a eventual obtenção de novas provas’.

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