Supremo julga na quarta, 13, suspeição de Janot pedida por Temer

Supremo julga na quarta, 13, suspeição de Janot pedida por Temer

Plenário da Corte máxima vai decidir se acolhe ou não ofensiva do presidente que acusa procurador-geral de perseguição por motivos políticos

Breno Pires e Beatriz Bulla

08 Setembro 2017 | 19h06

Rodrigo Janot e Michel Temer. FOTOS: FELLIPÉ SAMPAIO/SCO/STF e DIDA SAMPAIO

BRASÍLIA – Na última semana de mandato à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), em que pretende apresentar nova denúncia contra o presidente da República, o procurador-geral Rodrigo Janot estará sob julgamento no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), diante de um pedido de suspeição que a defesa do presidente Michel Temer apresentou contra si.  O mandato de Janot encerra-se dia 17.

A defesa de Temer alega que Janot tem perseguido o presidente e age por motivos políticos, e que não teria condições de continuar conduzindo as investigações contra o presidente da República. O ministro Edson Fachin, relator do pedido, já decidiu a favor de Janot, que não se considera suspeito. Diante de recurso da defesa, Fachin decidiu nesta sexta-feira levar a ação para julgamento no plenário. O item é o primeiro da pauta de julgamentos do dia 13 de setembro.

Sob o crivo dos ministros do STF, Janot sairá do julgamento ou impedido ou com aval para apresentar a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, investigado por organização criminosa e obstrução de investigação à organização criminosa. Além de Temer, Janot ainda pode denunciar deputados federais do PMDB, no inquérito do ‘quadrilhão’ do PMDB da Câmara.

Mais conteúdo sobre:

Michel Temeroperação Lava Jato