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Suíça diz que brasileiro preso usou contas da Odebrecht para pagar propina a ex-diretores da Petrobrás

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Suíça diz que brasileiro preso usou contas da Odebrecht para pagar propina a ex-diretores da Petrobrás

Segundo autoridades do país europeu, Fernando Migliaccio deve ficar preso por três meses; executivo também teve prisão decretada pela Lava Jato

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Jamil Chade, correspondente em Genebra

23 Fevereiro 2016 | 18h22

Prédio da Odebrecht em São Paulo. Foto: Jf Diório/ Estadão

Prédio da Odebrecht em São Paulo. Foto: Jf Diório/ Estadão

O Ministério Publico da Suíça informou que Fernando Migliaccio, executivo da Odebrecht, foi preso sob a “forte suspeita” de pagar propinas para ex-diretores da Petrobrás e deve ficar detido por três meses. O dinheiro teria vindo de contas controladas pela construtora brasileira.

“O Ministério Público da Suíça confirma a prisão do cidadão brasileiro em conexão com as investigações sobre Odebrecht e Petrobrás na Suíça”, indicou o MP em um e-mail à reportagem do Estado.

“A pessoa foi detida depois de entrar na Suíça por um curto período com o objetivo de fechar uma conta bancária e mover ativos em uma conta para o exterior”, explicou a procuradoria.

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Segundo o MP, o brasileiro está sob a custódia dos suíços e foi preso em um etapa “pré-julgamento”. Sua prisão já chegou a ser considerada por um tribunal em Genebra que chancelou a decisão do MP.

VEJA O COMUNICADO DA SUÍÇA ÀS AUTORIDADES BRASILEIRAS SOBRE A PRISÃO:

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“A corte baseou sua decisão sob a forte suspeita de que a pessoa presa esteve envolvida no pagamento de propinas para ex-diretores da Petrobrás”, explicou a procuradoria. “Alguns dos pagamentos foram feitos em contas mantidas por empresas domiciliadas na Suíça, cujo beneficiário foi identificado como Odebrecht”, apontou.

Inicialmente, o suspeito ficará preso por um período de três meses “diante do risco” de fuga e por conta do risco de “colusão com outras partes”.

Os suíços iniciaram as investigações sobre ex-diretores da Petrobrás, mas ampliou a enquete para o caso da Odebrecht. O MP ainda tomou a decisão de enviar documentos e movimentações bancarias da construtora à Procuradoria-Geral da República, no Brasil.

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