Sete deputados de Mato Grosso na mira da PF

Parlamentares são citados na 'delação monstruosa' do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) como recebedores de mensalinho para dar apoio ao Executivo

Luiz Vassallo e Julia Affonso

14 Setembro 2017 | 13h10

A Operação Malebolge, deflagrada nesta quinta-feira, 14, por ordem do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, mira sete deputados estaduais de Mato Grosso. Logo cedo, a Polícia Federal vasculhou por mais de duas horas os gabinetes e endereços residenciais de Wagner Ramos (PSD), Silvano Amaral (PMDB), Baiano Filho (PSDB), Romoaldo Júnior (PMDB), José Domingos Fraga (PSD), Oscar Bezerra (PSB) e Gilmar Fabris (PSD).

Os sete parlamentares estão sob suspeita de integrarem esquema milionário de propinas, revelado na ‘delação monstruosa’ do ex-governador do Estado Silval Barbosa (PMDB), homologada em agosto.

Os agentes da PF vasculharam até o forro do teto dos gabinetes dos deputados, informaram os repórteres Thaiza Assunção e Jad Laranjeira, do site MidiaNews, de Cuiabá.

A PF ainda permanece nas buscas nas casas dos dpeutados estaduais, em Cuiabá, Tangará da Serra, Juara, Araputanga, Pontes e Lacerda, Sorriso e Sinop.
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Operação Malebouge é a 12.ª etapa da Ararath, investigação que desvenda uma sucessão de escândalos nas administrações de Mato Grosso.


O ex-governador revelou em sua ‘delação monstruosa’ que os sete deputados de Mato Grosso exigiram propinas em sua gestão e também na administração anterior, do ex-governador Blairo Maggi, hoje ministro da Agricultura do governo Michel Temer.

Blairo é alvo da Malebouge. Por ordem de Fux, a Polícia Federal fez buscas em sua residência em Brasília e também em outros endereços dele.

Segundo a delação de Silval, os deputados estaduais recebiam ‘mensalinho’ que variava entre R$ 30 mil e R$ 50 mil em troca de apoio ao governo.