Segovia defende conclusão de investigações no STF no ‘menor prazo possível’

Segovia defende conclusão de investigações no STF no ‘menor prazo possível’

Após reunião com a presidente da Corte, Cármen Lúcia, diretor-geral da PF disse que talvez seja necessário um remanejamento de pessoal da própria corporação, priorizando investigações 'que hoje seriam mais importantes para a nação'

Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

17 Novembro 2017 | 12h22

Fernando Segóvia. FOTO: ZECA RIBEIRO/CÂMARA DOS DEPUTADOS

BRASÍLIA – O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, defendeu nesta sexta-feira (17) a conclusão das investigações que se desenrolam no Supremo Tribunal Federal (STF) no menor prazo possível. Depois de reunir pela manhã com a presidente da STF, ministra Cármen Lúcia, Segovia disse que talvez seja necessário um remanejamento de pessoal da própria PF, priorizando investigações “que hoje seriam mais importantes para a nação em detrimento de algumas outras investigações de menor complexidade”.

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Na ocasião, Segovia também entregou pessoalmente para Cármen o convite para a solenidade de sua posse, que ocorrerá na próxima segunda-feira (20), às 10h30, no salão negro do Palácio da Justiça, em Brasília.

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Para Segovia, há uma necessidade no reforço da equipe da PF acompanha as as investigações do STF, em razão do número significativo de casos que tramitam na Corte.

“Eu diria que o Supremo Tribunal Federal, em razão do elevado número de investigações que correm, há exatamente uma necessidade no reforço na quantidade de delegados e investigadores, para concluir o mais rápido possível as investigações que hoje se encontram no Supremo Tribunal Federal. Fez parte da nossa conversa esse reforço”, comentou Segovia.

“Não sobre uma operação específica, mas, sim, para que a gente pudesse no menor prazo possível concluir as investigações que hoje se encontram no Supremo Tribunal Federal”, completou o novo diretor-geral da PF.

Reforço. Indagado se o reforço na equipe dependeria de concurso público, Segovia respondeu que se trata mais de uma questão de remanejamento de pessoal.

“Devemos realocar talvez nossa força de trabalho para investigações que hoje seriam mais importantes para a nação em detrimento de algumas outras investigações de menor complexidade e que talvez possam aguardar um pouco mais”, comentou Segovia.

De acordo com o novo diretor-geral da PF, um dos principais pontos discutidos com Cármen foi a importância de uma parceria entre a corporação e a Corte.

“A Polícia Federal sempre foi uma grande parceira do Supremo Tribunal Federal ao longo dos anos. Um ponto comum de conversa foi que esse trabalho em conjunto frutificará especialmente com a participação do Ministério Público Federal. E quem ganhará com isso é a sociedade”, afirmou Segovia.