Secretários de Obras e Cultura de São Bernardo do Campo são alvos de mandado de prisão temporária

Secretários de Obras e Cultura de São Bernardo do Campo são alvos de mandado de prisão temporária

Alfredo Buso, secretário de Obras, Osvaldo de Oliveira Neto, secretário de Cultura, e Sérgio Buster, subsecretário de Obras, tiveram as prisões temporárias decretadas pela 3ª Vara Federal de São Bernardo do Campo.

Fausto Macedo, Fabio Serapião, Julia Affonso e Mateus Coutinho

13 Dezembro 2016 | 09h46

Luiz Marinho é prefeito de São Bernardo do Campo. Foto: Estadão

Luiz Marinho é prefeito de São Bernardo do Campo. Foto: Estadão

Dos oito mandados de prisão temporária em cumprimento desde a manhã desta quinta-feira, 13, pela operação Hefesta, três são contra integrantes do primeiro escalão do governo municipal de São Bernardo do Campo, comandada por Luiz Marinho (PT). Alfredo Buso, secretário de Obras, Osvaldo de Oliveira Neto, secretário de Cultura, e Sérgio Buster, subsecretário de Obras, tiveram as prisões temporárias decretadas pela 3ª Vara Federal de São Bernardo do Campo.

A PF cumpre na manhã desta terça-feira, 13, 8 mandados de prisão temporária, 8 mandados de condução coercitiva e 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Santos, São Bernardo do Campo, Barueri, Rio de Janeiro e Distrito Federal. As diligências são parte da operação Hefesta que tenta desarticular esquema de desvio de recursos públicos federais do Ministério da Cultura para a construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador no município de São Bernardo do Campo(SP). Todos os oito mandados de prisão foram cumpridos nesta terça.

Ao todo, 60 policiais federais e 10 servidores da Controladoria Geral da União cumprem os 32 mandados expedidos pela 3ª Vara Federal de São Bernardo do Campo. O inquérito foi instaurado pela PF a partir de informações divulgadas pela imprensa em novembro de 2014, indicando atraso e possíveis fraudes na construção daquele museu.O nome Hefesta remete ao deus grego Hefesta, do trabalho e da metalurgia.

Segundo a PF, a investigação aponta o desvio de recursos provenientes de projetos da Lei Rouanet e convênios do Ministério da Cultura com a prefeitura municipal. Há indícios de superfaturamento de projetos, subcontratação ilegal de empresas sem licitação e duplicidade de objetos nos projetos de captação. A obra iniciou-se em 2012 e estava prevista para durar 9 meses, mas até hoje não foi concluída.

COM A PALAVRA, A PREFEITURA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO:

“A Prefeitura de São Bernardo do Campo é a maior interessada em que tudo seja esclarecido e está à disposição das autoridades competentes para fornecer as informações necessárias. A Prefeitura tem certeza que nenhum desvio institucional foi cometido nesta obra.”

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