Secretária condenada por furtar oito vezes a chefe

Secretária condenada por furtar oito vezes a chefe

Vítima sofreu prejuízo de R$ 4 mil; ré alegou 'uso de remédio controlado que lhe causava lapsos de memória'

Fausto Macedo e Julia Affonso

21 Outubro 2015 | 12h55

Foto: Fábio Motta/Estadão

Foto: Fábio Motta/Estadão

Uma secretária foi condenada por decisão da 25ª Vara Criminal Central de São Paulo por furtar oito vezes dinheiro da bolsa de sua chefe, por abuso de confiança. A pena foi fixada em dois anos e quatro meses de reclusão, além do pagamento de multa, mas será substituída por punição restritiva de direitos – prestação de serviços à comunidade, pelo tempo da condenação, e prestação pecuniária equivalente a um salário mínimo em favor de entidade pública ou particular com finalidade assistencial, a ser indicada pelo juízo das execuções.

As informações foram divulgadas nesta quarta-feira, 21, pela Assessoria de Comunicação Social do Tribunal de Justiça de São Paulo (Processo nº 0095717-35.2013.8.26.0050) Segundo consta da denúncia do Ministério Pública Estadual, os furtos ocorreram por oito vezes durante o ano de 2013, causando um prejuízo de R$ 4 mil à vítima.

Ao perceber o sumiço do dinheiro de sua bolsa, a vítima pediu a instalação de uma câmera de segurança, quando ficou comprovada a série de furtos. Em sua defesa, no processo, a secretária-ré afirmou que praticava os furtos porque estava ‘sob efeito de remédio controlado para tratar da glândula tireóide, o que lhe causava lapsos de memória’.

Porém, sua versão não foi convincente, na avaliação da Justiça, conforme consta na sentença do juiz Waldir Calciolari: “Logicamente que a ré agiu deliberadamente e com consciência dos próprios atos, pois nenhuma outra excentricidade de sua parte foi relatada no período.” A secretária pode recorrer.

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