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‘Se eu pudesse, dava um iate pra dona Marisa’, diz Lula sobre barco de R$ 4 mil

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‘Se eu pudesse, dava um iate pra dona Marisa’, diz Lula sobre barco de R$ 4 mil

Ex-presidente pego na Operação Aletheia diz que usa a 'chácara do amigo porque os inimigos não oferecem'

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Julia Affonso e Fausto Macedo

04 Março 2016 | 17h16

O ex-presidente Lula e Dona Marisa durante passeio de barco em Fernando de Noronha, em 2008 / Ricardo Stuckert/ PR/DIVULGACAO

O ex-presidente Lula e Dona Marisa durante passeio em Fernando de Noronha, em 2008 / Ricardo Stuckert/ PR/DIVULGACAO

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 4, que o País é ‘vítima do espetáculo midiático que coloca como corrupção um barco de 4 mil real da Dona Marisa’. Ele se referia ao barquinho usado pela ex-primeira dama no lago do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), alvo da Operação Aletheia, que pegou o petista por suspeita de recebimento de propinas do esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014.

Após fazer um depoimento de mais de três horas em uma sala no Aeroporto de Congonhas em São Paulo, o ex-presidente fez uma conferência com a imprensa na sede do PT. “Se eu pudesse, eu dava era um iate para ela, não um barco de R$ 4 mil.”

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“Embora esteja magoado, eu acho que o que aconteceu hoje era o que precisava acontecer para o PT levantar a cabeça. Há muito tempo que o PT está de cabeça baixa.”

Ele criticou os rumos da investigação e das reportagens que mostram, entre outros detalhes, a compra de dois pedalinhos ao preço de R$ 5,6 mil também levados para o Santa Bárbara, propriedade que a PF suspeita ser dele. “Se preocupando com pedalinho de R$ 2 mil que ela (Marisa) comprou para os netos. Se preocupando porque eu estou utilizando a chácara de um amigo. Eu uso a do amigo, porque os inimigos não me oferecem. Quem tem casa em Nova York, Paris, nunca me ofereceu. Se me oferecesse, eu ia.”

Ele citou o advogado Roberto Teixeira, seu amigo de longos anos. “Já se incomodaram em 1994, porque eu morava em um apartamento do meu compadre Roberto Teixeira.”

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