Rosa Weber pede vista e adia julgamento sobre prisão de Garotinho no TSE

Rosa Weber pede vista e adia julgamento sobre prisão de Garotinho no TSE

Gilmar Mendes concedeu liminar no âmbito de habeas corpus ao ex-governador do Rio em dezembro; decisão precisa ser referendada, no mérito, por outros ministros

Isadora Peron/BRASÍLIA

01 Fevereiro 2018 | 21h09

Anthony Garotinho e Rosinha. Foto: Wilton Júnior/Estadão

A ministra Rosa Weber, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pediu vista e adiou a análise da decisão que suspendeu a prisão preventiva do ex-governador Anthony Garotinho (PR), apontado como líder de uma organização criminosa.

O caso estava na pauta da primeira sessão do ano realizada pela corte eleitoral nesta quinta-feira, 1. O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, havia concedido o habeas corpus ao ex-governador em 20 de dezembro, no primeiro dia do recesso do Judiciário.

A liminar, no entanto, ainda precisa ser referendada pelo plenário do tribunal.


Rosa Weber justificou o pedido dizendo que não tinha tido tempo de analisar o caso e que, como os envolvidos estavam soltos, o adiamento não causaria prejuízo para as partes.

Garotinho foi preso em novembro sob a acusação de crimes como corrupção, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais entre os anos 2009 e 2016. A denúncia do MPE afirma que o grupo J&F fez doação ilegal de R$ 3 milhões por meio de contrato com uma empresa indicada por Garotinho para financiar sua campanha ao governo do Estado em 2014, derrotada pela de Luiz Fernando Pezão (MDB).

Em sua decisão, Gilmar Mendes afirmou que não havia requisitos que justificassem a prisão preventiva.