Rocha Loures chega ao Brasil

Rocha Loures chega ao Brasil

Deputado peemedebista aliado do presidente Temer e sob suspeita de receber mala com R$ 500 mil em dinheiro vivo desembarcou em Cumbica na manhã desta sexta-feira, 19, de viagem a Nova York; ele deixou o passaporte na Delegacia da Polícia Federal no Aeroporto e foi embora com um advogado em um táxi

Fausto Macedo

19 Maio 2017 | 08h09

Rocha Loures. Foto: Dida Sampaio/ Estadão

O deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) chegou na manhã desta sexta-feira, 19, no Aeroporto Internacional de São Paulo em Guarulhos – Cumbica. Ele desembarcou de viagem aos Estados Unidos.

O parlamentar é aliado do presidente Michel Temer (PMDB) e alvo da Operação Patmos – desdobramento da Lava Jato que mira o próprio presidente e o senador afastado Aécio Neves (PSDB).

Loures foi monitorado pela Polícia Federal na Operação Patmos recebendo mala com R$ 500 mil em dinheiro vivo. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, na Patmos, o afastamento de Rocha Loures do mandato de deputado federal.


O deputado chegou de Nova York pouco depois de seis horas da manhã. Ele teve que entregar seu passaporte na Delegacia da Polícia Federal em Cumbica. Depois, foi embora em um táxi acompanhado de um advogado.

O peemedebista já estava fora do País, supostamente para um encontro com investidores em Nova York, antes da deflagração da Operação Patmos, que tem como base a delação do dono da JBS, Joesley Batista, à Procuradoria-Geral da República.

Segundo reportagem do jornal O Globo, Joesley pediu ao presidente Michel Temer, em março, ajuda para resolver uma disputa relativa ao preço do gás fornecido pela Petrobrás à termelétrica EPE. A empresa pertence ao grupo comandado por Joesley. O presidente indicou, então, Rocha Loures para solucionar o problema. O deputado foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil.

Pelo serviço do deputado, haveria uma propina de R$ 500 mil semanais, durante 20 anos. Na gravação, Rocha Loures teria dito a Ricardo Saud, ex-diretor da J&F – holding controladora da JBS e de outras empresas – que levaria a proposta a alguém acima dele, o que foi interpretado pelo Ministério Público como sendo uma referência a Temer.

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