Receita fecha fábrica de cigarro pela 3ª vez

Receita fecha fábrica de cigarro pela 3ª vez

Segundo a Receita, fábricas como a Bellavana se valem de um "modus operandi" de sonegação fiscal que, conforme cálculo atualizado até outubro de 2015, resultam em dívidas com o erário de R$ 16,7 bilhões.

Fabio Serapião e Adriana Fernandes

11 Maio 2018 | 12h19

A Receita Federal realiza na manhã desta sexta-feira, 11, uma operação especial na fábrica de cigarros Bellavana, em Cajamar (SP). A empresa é dona da marca Klint e teve seu registro para fabricação e comercialização cancelado. É a terceira vez que a fabricante de cigarros tem sua produção lacrada pelo fisco  por causa de débitos fiscais em discussão judicial por inadimplência e sonegação.

“Nos estamos com uma equipe especial na fábrica. Nesse setor a tributação é de 80% e eles não pagam, com isso o mercado fica mais rentável que o tráfico de droga. Estamos atacando para mudar o setor de cigarros no Brasil”, afirma o coordenador-geral de Fiscalização, Flávio Vilela Campos.

Segundo a Receita, fábricas como a Bellavana se valem de um “modus operandi” de sonegação fiscal que, conforme cálculo atualizado até outubro de 2015, resultam em dívidas com o erário de R$ 16,7 bilhões.

Esses valores, diz a Receita, nunca são pagos e resulta em um cenário de disputa de mercado desleal em relação às empresas que atuam em conformidade com as normas tributárias e legais do setor.

Antes de ser alvo da operação de hoje, a Bellavana foi alvo de uma ação conjunta entre a Receita e a Polícia Federal, a Ex Fumo, quando seu principal sócio, Rafael Gois foi preso.

Divulgação Receita