Raquel denuncia duas vezes deputado Alfredo Kaefer

Raquel denuncia duas vezes deputado Alfredo Kaefer

Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ainda a indisponibilidade de bens, direitos e valores do parlamentar e de 14 empresas pertencentes a ele, até o limite de R$ 341 milhões, para o ressarcimento dos danos

Rafael Moraes Moura e Amanda Pupo

01 Fevereiro 2018 | 16h33

Raquel Dodge. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

BRASÍLIA – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encaminhou na última quarta-feira (31) ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas denúncias contra o deputado federal Alfredo Kaefer (PSL-PR). Kaefer é acusado de obter vantagens ilícitas e beneficiar suas empresas, provocando prejuízos a credores públicos e privados.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a indisponibilidade de bens, direitos e valores do parlamentar e de 14 empresas pertencentes a ele, até o limite de R$ 341 milhões, para o ressarcimento dos danos.

“Ao longo dos anos, valendo-se de ampla estrutura empresarial, Alfredo Kaefer fez diversos atos de confusão patrimonial, de blindagem de seu patrimônio pessoal e de concentração de dívidas em empresas, com a capitalização de outras não englobadas no processo de recuperação judicial”, afirmou Dodge, ressaltando que o parlamentar “tinha consciência da ilicitude”.


Esse caso está sob a relatoria do ministro Marco Aurélio Mello.

Na outra denúncia, feita no âmbito de um inquérito de relatoria do ministro Gilmar Mendes, o parlamentar é acusado de provocar danos de R$ 249,5 mil com a emissão de duplicatas falsas e a obtenção de vantagens ilícitas que teriam prejudicado algumas empresas. A mulher do parlamentar, Clarice Roman, também foi denunciada pela PGR.

Segundo a PGR, para comprar milho e farelo de soja à vista, Kaefer “ofereceu à Cooperativa Agropecuária Sul (Coopersul) as duplicatas da empresa Diplomata S/A Industrial e Comercial da qual ele e a mulher eram os responsáveis de fato”, fazendo uma manobra que incluiu a recompra dos títulos pelos acusados e “impediu que a cooperativa recebesse o valor das mercadorias”.

Procurado pela reportagem, o gabinete do deputado ainda não se manifestou.

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