Promotor denuncia petista por tentativa de homicídio em frente ao Instituto Lula

Promotor denuncia petista por tentativa de homicídio em frente ao Instituto Lula

Para Luiz Eduardo Levit Zilberman, do Ministério Público Estadual de São Paulo, Manoel Eduardo Marinho, o 'Maninho do PT', e seu filho, Leandro Eduardo Marinho, o 'Maninho' 'negaram socorro à vítima, assumindo o risco de que a morte do empresário Carlos Alberto Bettoni pudesse ocorrer'

Luiz Vassallo

10 Maio 2018 | 05h27

EFE/Sebastião Moreira/

O promotor Luiz Eduardo Levit Zilberman denunciou o ex-vereador Manoel Eduardo Marinho, o ‘Maninho do PT’, e seu filho, Leandro Eduardo Marinho, o ‘Maninho’, por tentativa de homicídio contra o empresário Carlos Alberto Bettoni, no dia 5 de abril, em frente à sede do Instituto Lula, em São Paulo. O promotor imputa a pai e filho conduta dolosa, porque teriam agido com emprego de meio cruel e por motivo torpe.

O sindicalista Paulo Aparecido Cayres, conhecido como ‘Paulão’, que chegou a ser indiciado, não é alvo da denúncia – em relação a ele, o promotor pediu o arquivamento do caso.

Documento

Segundo o promotor, ‘na suposição de que o ofendido fosse um opositor do ex-Presidente, os indiciados, agindo em concurso de agentes, passaram a agredi-lo com emprego de chutes, empurrões e pontapés’.

“À certa altura, quando Carlos Alberto já estava na via e fora da calçada, os indiciados, mesmo percebendo a aproximação de um caminhão pela via, assumindo e aceitando os riscos de produzir o resultado morte, empurraram derradeiramente a vítima em direção à rua com violência”, afirmou.

Bettoni bateu a cabeça na lateral de um caminhão e foi hospitalizado.

“Os indiciados, após constatarem que o ofendido estava imóvel e desacordado na rua, dando claras mostras uma vez mais de que o resultado morte lhes era absolutamente indiferente, afastaram-se do local, sem prestar qualquer socorro a ele mesmo estando a poucos metros do Hospital São Camilo situado nas imediações. Ainda assim, negaram socorro à vítima, assumindo o risco de que a morte pudesse ocorrer”, acusa o promotor.

Para o promotor, o ‘crime foi cometido por motivo torpe decorrente de intolerância diante da suposição de que a vítima estivesse no local a protestar contra o ex-Presidente da República e seus apoiadores políticos’.

“O crime foi cometido com emprego de meio cruel eis que, ao projetarem a vítima com empurrões em direção à via por onde trafegava veículo de grande porte, os indiciados elegeram, para prática delitiva, meio apto a provocar no ofendido intenso e atroz sofrimento físico, em contraste com o mais elementar sentimento de piedade humana”, concluiu.

‘Paulão’, que foi flagrado tentando chutar o empresário e acabou desmoronando na calçada, não foi denunciado. Para o promotor, ‘as imagens revelam de forma nítida que Paulo Aparecido teve participação nas agressões perpetradas contra a vítima’. No entanto, destaca que ‘a agressão por ele perpetrada resumiu-se a um chute contra o ofendido (Bettoni) quando ele ainda estava na calçada’.

“Na oportunidade, o próprio indiciado desequilibrou-se e caiu sozinho ao chão, não mais praticando qualquer ato violento na sequência, como é possível se verificar claramente nas imagens captadas no local”, afirmou.

COM A PALAVRA, MANINHO DO PT

A reportagem está tentando contato com a defesa. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO DANIEL BIALSKI, QUE DEFENDE BETTONI

Daniel Bialski, que defende o empresário Carlos Alberto Bettoni ressalta que “É evidente que estamos diante de um caso de homicídio, que não se consumou por circunstâncias alheias à vontade dos agressores”. E, complementa “Carlos Alberto teve sorte de existir hospital defronte ao local dos fatos. O Ministério Público foi diligente e célere, referendando nosso pedido para adequação típica em sua primeira manifestação e, neste momento, com o oferecimento da denúncia, se aguardando a abertura da ação penal . Esperemos agora a punição exemplar dos autores deste hediondo ato” conclui Bialski.