Projeto de vereador pastor cassa bilhete único de abusadores

Projeto de vereador pastor cassa bilhete único de abusadores

Vereador paulistano do PRB, partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, propõe que motoristas e cobradores 'tomem as medidas cabíveis' contra ejaculadores e outros agressores sexuais que agem no ônibus

Luiz Vassallo e Fernanda Yoneya

05 Setembro 2017 | 05h00

Diego Novais. Foto: Divulgação

O  vereador Rinaldi Digilio (PRB-SP) propôs um projeto de lei, na Câmara Municipal de São Paulo, que prevê o cancelamento de bilhetes únicos de usuários que tenham sido flagrados cometendo atos de violência sexual dentro do transporte público. A iniciativa dá aos motoristas e cobradores a prerrogativa de ‘tomar as medidas cabíveis’.

O projeto já está em tramitação no Palácio Anchieta e foi divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo gabinete de Digilio, que é pastor da Igreja Evangelho Quadrangular.

Neste sábado, 2, a Polícia prendeu mais uma vez o ajudante de serviços gerais Diego Novais, o ejaculador da Paulista. Em quatro dias ele foi flagrado duas vezes molestando moças no ônibus. Da primeira vez, ejaculou no pescoço da vítima. Foi solto. Da segunda vez, esfregou o pênis na vítima. Agora está preso.

Em sua justificativa, o parlamentar paulistano afirma que ‘só no ano de 2016, foram registrados 188 relatos de abusos em trens e 31 em ônibus com média de 4 casos por semana, além dos casos não notificados’.

“Caberá ao motorista, cobrador, ou representante legal da empresa concessionária, noticiar a SPTrans (São Paulo Transporte), ou outro órgão que por ventura vier a substituir, para tomada de medidas cabíveis, ao cumprimento desta lei, sob pena de cancelamento de concessão para o caso de inércia”, diz o projeto do vereador pastor.

O projeto não detalha como as empresas de ônibus poderão cumprir o que é proposto pelo vereador, mas prevê que o Poder Executivo o regulamente em até 90 dias.

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