Procuradoria diz que ‘nada impede’ que Lava Jato em SP investigue Alckmin

Procuradoria diz que ‘nada impede’ que Lava Jato em SP investigue Alckmin

Em nota, Secretaria de Comunicação Social da PGR destaca que procuradores da força-tarefa instalada em São Paulo podem inclusive pedir compartilhamento de informações junto à Justiça Eleitoral, para onde o STJ enviou inquérito sobre ex-governador tucano

Teo Cury/BRASÍLIA

12 Abril 2018 | 21h22

FOTO SERGIO CASTRO/ESTADÃO.

Se os procuradores que integram a força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo tiverem informações que possam levar adiante investigação sobre atos de corrupção ou outro crime praticados pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), ‘nada os impede de iniciar uma apuração criminal sobre os fatos’. A informação foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Procuradoria-Geral da República, por meio de nota na noite desta quinta-feira, 12.

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“Os procuradores também podem solicitar o compartilhamento de informações junto à Justiça Eleitoral, para onde o inquérito foi encaminhado por decisão do Superior Tribunal de Justiça”, assinala a nota.

O posicionamento foi dado após a ministra Nancy Andrighi, do STJ, enviar nesta quarta-feira, 11, à Justiça Eleitoral de São Paulo, a investigação sobre o ex-governador, citado por delatores da Odebrecht.

O tucano é delatado pelo suposto envolvimento de seu cunhado, Adhemar Ribeiro, para pegar R$ 10,7 milhões do setor de propinas da empreiteira.

De acordo com a nota, as informações disponibilizadas ao ofício do vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, em relação ao inquérito ‘referem-se especificamente à alegação de recebimento de dinheiro para campanhas’.

Em novembro de 2017, Mariz Maia requereu ao STJ a abertura do inquérito contra Alckmin.

A investigação foi solicitada com base em informações prestadas em colaborações premiadas tornadas públicas em abril do ano passado.

As investigações correm sob sigilo.

As referências a Alckmin eram no sentido de que o político teria recebido contribuição para campanhas eleitorais de 2010 e 2014, e que os recursos não teriam sido declarados à Justiça Eleitoral.

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