Procuradoria atribui a Geddel ‘sucessividade de práticas delituosas, todas muito atuais’

Procuradoria atribui a Geddel ‘sucessividade de práticas delituosas, todas muito atuais’

Em manifestação encaminhada sexta-feira, 17, ao Supremo Tribunal Federal, Ministério Público argumenta que manutenção da prisão do ex-ministro dos Governos Lula e Temer 'é necessária para preservar a ordem pública e assegurar o cumprimento da lei penal'

Breno Pires e Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA e Luiz Vassallo

20 Novembro 2017 | 13h27

Geddel Vieira Lima. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal pela manutenção da prisão de Geddel Vieira Lima, a Procuradoria-Geral da República atribuiu ao ex-ministro dos Governos Lula e Temer ‘sucessividade de práticas delituosas, todas muito atuais e contrárias ao êxito da persecução criminal’.

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Na manifestação contra recurso de Geddel, subscrita pelo vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, o Ministério Público Federal rebate os argumentos da defesa do ex-ministro, sustentando a legalidade das duas decisões que determinaram sua prisão preventiva, em um intervalo de dois meses.

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Geddel está preso desde 5 de setembro, após a apreensão de R$ 51 milhões em dinheiro vivo em um apartamento cedido a ele e a seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB/BA), em Salvador.

Nas contrarrazões ao agravo de Geddel, o Ministério Público Federal argumenta que a manutenção da prisão ‘é necessária para preservar a ordem pública e assegurar o cumprimento da lei penal’.

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O vice-procurador Mariz Maia assinala, no parecer, ‘a existência de provas segundo as quais, o ex-ministro manteve práticas delitivas até o dia 27 de outubro’.

A manifestação aponta suposto constrangimento à mulher do doleiro Lúcio Funaro, ‘para impedí-lo de delatar, a ocultação de milionária de dinheiro, reiteração de peculato no uso de secretários parlamentares para serviços pessoais e apropriação da maior parte dos salários deles, e determinação de destruição de papeis e documentos’.

O caso Geddel foi inicialmente investigado na primeira instância, mas acabou deslocado para o Supremo após surgirem indícios de envolvimento de seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima, que detém foro especial na Corte máxima.

COM A PALAVRA, GEDDEL

A reportagem está tentando contato com a defesa do ex-ministro. O espaço está aberto para manifestação.