Procuradora rechaça ‘deslealdade processual’ na ação do Museu do Trabalhador

Procuradora rechaça ‘deslealdade processual’ na ação do Museu do Trabalhador

Fabiana Bortz, do Ministério Público Federal em São Bernardo do Campo, reage a ataque de criminalista que defende dois empresários denunciados na Operação Hefesta por corrupção nas obras da gestão Luiz Marinho (PT)

Luiz Vassallo e Julia Affonso

21 Novembro 2017 | 12h53

Construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador. Foto: Divulgação

A procuradora da República Fabiana Rodrigues de Sousa Bortz rechaçou com veemência nesta terça-feira, 21, a afirmação do criminalista Roberto Podval de que teria ocorrido ‘deslealdade processual’ nas investigações que culminaram com a denúncia criminal da Operação Hefesta contra o ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) e mais 15 por suposto conluio para fraudar, entre 2011 e 2012, a concorrência das obras do Museu do Trabalho e do Trabalhador.

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Podval defende dois empresários, Eduardo dos Santos e Gilberto Vieira Esguedelhado, que, segundo a acusação, faziam parte de um segundo núcleo da organização envolvida na suposta fraude.

Na semana passada, quando a Procuradoria da República divulgou os detalhes da acusação, o advogado Roberto Podval declarou. “Fomos espontaneamente ao encontro da dra. Fábiana Bortz em 25 de outubro para que os clientes fossem ouvidos. Naquela data, muito embora a denúncia já estivesse oferecida, a procuradora omitiu tal fato, numa absoluta deslealdade processual. Lamentável e inesperada conduta de membro de tão importante instituição.”

Fabiana reagiu enfaticamente. “Em 25 de outubro, Ministério Público e defesa reuniram-se a pedido da defesa. A defesa foi informada que a investigação fora desmembrada e que o ato visava colher a versão dos investigados sobre os fatos que ainda estavam em apuração. Em nenhum momento se discutiu fatos já sob a análise do Judiciário, local adequado para o debate de demandas já propostas.”

“O Ministério Público Federal reitera que sua atuação em defesa da sociedade é exercida em conformidade à Constituição, e que honra o compromisso com a descoberta da verdade e com o ressarcimento do patrimônio público”, assinalou Fabiana Bortz.