Procurador chama lideranças sociais para discutir moradias caóticas no centro de SP

Procurador chama lideranças sociais para discutir moradias caóticas no centro de SP

Gianpaolo Smanio, chefe do Ministério Público paulista, também vai receber na sede da instituição, nesta quinta, 3, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e da Prefeitura, dois dias após o incêndio que derreteu a grande torre envidraçada no centro da capital

Luiz Vassallo

02 Maio 2018 | 18h36

FOTO AMANDA PEROBELLI/ESTADAO

O procurador-geral de Justiça Gianpaolo Poggio Smanio vai se reunir nesta quinta-feira, 3, com promotores da Habitação e do Urbanismo, representantes e lideranças dos movimentos sociais e também do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Prefeitura para discutir o drama da moradia popular na região central da cidade.

Nesta terça, 1, um incêndio derreteu a grande torre com mais de vinte andares na esquina da Rua Antônio de Godoy com Avenida Rio Branco. Ali residiam 146 famílias carentes.

Na região central da metrópole espalham-se muitos prédios abandonados que servem de abrigo aos sem teto. As condições de segurança são precárias.

A audiência foi convocada pelo procurador-geral.

O subprocurador-geral de Justiça de Políticas Criminais e Institucionais, Mário Sarrubbo, designou as promotoras Márcia Monassi e Adriana de Morais para acompanhar a investigação policial sobre o incêndio que levou ao chão o imóvel que já havia abrigado a Polícia Federal e o INSS.

Segundo o Ministério Público, caberá às promotoras de Justiça, ao fim do inquérito policial, decidir se haverá ajuizamento de ação na esfera criminal para punir eventuais responsáveis pelo incêndio e pelo desabamento.