Procon-SP não recomenda 525 sites de vendas

Procon-SP não recomenda 525 sites de vendas

Defesa do Consumidor aponta portais que devem ser evitados e que oferecem vários tipos de produtos e serviços, como eletrodomésticos, informática e importados da China, e foram alvo de reclamações

Matheus Dias, especial para o Blog

03 Maio 2017 | 11h28


A lista de sites não recomendados pela Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) está com 525 portais. A lista que o consumidor deve evitar, na avaliação do Procon, reúne sites que foram alvo de reclamações e notificados, posteriormente, mas não responderam ou não foram encontrados. Destes, 320 websites já não estão mais em funcionamento, representando 60,9% dos nomes na lista.

Esta lista contém sites que vendem vários tipos de produtos e serviços no Estado de São Paulo. Um total de 115 destes portais está no setor de eletrodomésticos e eletroeletrônicos; 37 na área de informática e 32 na de produtos importados, principalmente vindos da China em atacado e varejo.

Duzentos e cinco sites que o Procon não recomenda permanecem online.

A porcentagem recuou em relação ao mesmo período do ano anterior. Em abril de 2016, constavam na listagem ‘non grata’ do Procon-SP 449 websites, dos quais 297 já estavam fora de atividade, representando aproximadamente 66% dos portais listados.


Dentre os sites, alguns possuem matrícula no CNPJ, outros com CPF e alguns estão com os dados de cadastro na Receita Federal ausentes.

Segundo a assessora técnica do Procon-SP, Fátima Lemos, esta lista tem tido grande acesso por parte dos consumidores. “Nós temos visto a relevância destes dados que atualizamos semanalmente dado o número de consumidores que acessam a lista. Os dados também são repassados ao CGI (Comitê Gestor de Internet) e, dependendo do caso, podem ser transmitidos até delegacias de polícia”, afirma.

Fátima comenta também que, em casos esporádicos, empresas chegaram a regulamentar sua situação diante da lista de sites que o consumidor deve evitar. “As empresas entraram em contato conosco, resolveram as pendências com o consumidor e se regularizaram. Nestes casos, nós tiramos o nome destes sites da lista”, acrescenta.

A assessora faz o alerta: “Nós notificamos as administradoras de cartões de crédito e débito para que não façam parcerias com estes estabelecimentos, mas é importante que o consumidor realmente evite estes portais para não ter problemas”, conclui.

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