Prisão é ilegal, reage defesa de Paulo Bernardo

Prisão é ilegal, reage defesa de Paulo Bernardo

Advogados Verônica Sterman e Rodrigo Mudrovitsch, que defendem o ex-ministro do Planejamento (Lula) e de Comunicações (Dilma), alegam que os recursos supostamente desviados não são relativos a um contrato público

Fausto Macedo, Julia Affonso, Ricardo Brandt e Mateus Coutinho

23 Junho 2016 | 13h07

Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo. Foto: André Dusek/Estadão

Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo. Foto: André Dusek/Estadão

Os advogados Verônica Sterman e Rodrigo Mudrovitsch, que defendem o ex-ministro Paulo Bernardo, afirmaram que a prisão do marido da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) é ilegal. Paulo Bernardo foi preso nesta terça-feira, 23, na Operação Custo Brasil, desdobramento da Lava Jato, por suspeita de ter recebido propina de R$ 7 milhões sobre um contrato da empresa Consist vinculado ao Ministério do Planejamento – na gestão do petista.

“A defesa não teve acesso à decisão ainda, mas adianta que a prisão é ilegal, pois não preenche os requisitos autorizadores e assim que conhecermos os fundamentos do decreto prisional tomaremos as medidas cabíveis”, afirmaram os criminalistas.

A ÍNTEGRA DA NOTA


O Ministério do Planejamento se limitou a fazer um acordo de cooperação técnica com associações de entidades bancárias, notadamente a ABBC e SINAPP, não havendo qualquer tipo de contrato público, tampouco dispêndios por parte do órgão público federal. Ainda assim, dentro do Ministério do Planejamento, a responsabilidade pelo acordo de cooperação técnica era da Secretaria de Recursos Humanos e, por não envolver gastos, a questão sequer passou pelo aval do Ministro.

Não bastasse isso, o inquérito instaurado para apurar a questão há quase um ano não contou com qualquer diligência, mesmo tendo o Ministro se colocado à disposição por diversas vezes tanto em juízo como no Ministério Público e Polícia Federal.

A defesa não teve acesso à decisão ainda, mas adianta que a prisão é ilegal, pois não preenche os requisitos autorizadores e assim que conhecermos os fundamentos do decreto prisional tomaremos as medidas cabíveis

Verônica Sterman e Rodrigo Mudrovitsch

Mais conteúdo sobre:

Operação Custo Brasil