‘Prioridade é evitar o confronto’, diz PF

Delegado Igor Romário de Paula, da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, considera que 'não há tempo hábil' para que o ex-presidente Lula se entregue na capital paranaense

Daniel Weterman e Douglas Gavras, enviados especiais a Curitiba

06 Abril 2018 | 16h24

Igor Romário de Paula, delegado regional da PF (28/07/2015). Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB

O delegado Igor Romário de Paula, da Polícia Federal em Curitiba, confirmou que ‘não há tempo hábil’ para que o ex-presidente Lula se entregue na capital paranaense.

O delegado disse que a expectativa é de que o ex-presidente se entregue à PF em São Paulo até às 17h e que os policiais não irão agir antes desse horário, mas que a intenção é que a prisão seja cumprida de qualquer forma.

A possibilidade de a PF entrar no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo para prender Lula ‘é remota’, reforçou. “A prioridade é evitar confronto, o que faria inflar ainda mais os ânimos”, disse.

O delegado disse que, ‘pela natureza do petista’, não deve haver resistência e não deverá ser necessário o uso de algemas, mesmo que o prazo dado pelo juiz Sergio Moro seja descumprido.

No entanto, ele não descartou o uso de algemas em uma situação extrema. “Se houver risco, as algemas podem e devem ser usadas.”

O delegado não acredita que a execução da ordem de prisão se prolongue por ‘tanto tempo’, mas que as equipes estão avaliando as possiblidades e podem negociar a entrega de Lula mesmo após às 17 horas.