Primeira Turma decide se põe Aécio no banco dos réus por R$ 2 mi da JBS

Primeira Turma decide se põe Aécio no banco dos réus por R$ 2 mi da JBS

Ministros do Supremo julgam se há indícios suficientes para abrir ação penal sobre denúncia por corrupção passiva e obstrução de justiça contra o senador tucano

Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

17 Abril 2018 | 14h48

AD20130319 BSB – 19/03/2013 – CONGRESSO/VARIOS – NACIONAL – Senador Aecio Neves PSDB MG da entrevista apos encontro com o governador de S Paulo Geraldo Alckmin no anexo 1 do Senado , em BrasÌlia.
FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

Brasília, 17/04/2018 – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou há pouco o julgamento em que analisa a denúncia contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Se for aceita, o senador se torna réu pelos crimes de corrupção passiva e obstrução à justiça. A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o tucano de receber ilicitamente R$ 2 milhões de Joesley Batista, oriundos do grupo J&F, e de atrapalhar as investigações em torno da Operação Lava Jato.

+ Raquel diz que R$ 2 mi a Aécio não são ‘filantropia’ de Joesley

O julgamento foi iniciado com a leitura de relatório pelo ministro Marco Aurélio Melo, relator do caso, que também têm como denunciados de corrupção passiva a irmã do senador, Andrea Neves, seu primo Frederico Pacheco, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (MDB-MG), que também podem se tornar réus nesta terça-feira.

+ Empresa de família de amigo de Aécio teria dissimulado doação ao PSDB, diz Procuradoria

Será julgado junto da análise da denúncia o agravo regimental apresentada pela defesa de Aécio em fevereiro, em que recorre de uma decisão de Marco Aurélio, que indeferiu o pedido para que fossem juntadas aos autos as “provas já produzidas e que são relacionadas” ao inquérito. O agravo será analisado antes da denúncia.

+ Aécio afirma que houve ilegalidades no processo da PGR

De acordo com a defesa, é essencial que seja fornecido aos advogados acesso a todas as provas, já produzidas, que podem demonstrar, já nessa fase processual, “a inviabilidade da acusação”.

De acordo com a denúncia da PGR, Andrea teria feito o primeiro contato com Joesley para pedir o dinheiro, solicitação confirmada por Aécio em março de 2017, quando foi gravado por Joesley. Mendherson e Pacheco são acusados de receber, a mando do senador, o dinheiro, em quatro parcelas de R$ 500 mil, de Ricardo Saud, executivo da J&F. (Amanda Pupo e Rafael Moraes Moura)

Mais conteúdo sobre:

Aécio Neves