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Presidente do TJ-SP decreta fim até do cartão de Natal

Mateus Coutinho

05 janeiro 2014 | 08:00

José Renato Nalini exige uso exclusivo da comunicação eletrônica porque considera o Judiciário o ‘mais antiecológico dos Poderes’.
 
por Fausto Macedo

O desembargador José Renato Nalini, novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, deu o primeiro passo para o fim da papelada na rotina da Corte. Sexta feira, 3, ele decretou o uso exclusivo da comunicação eletrônica – inclusive para cumprimentos e convites. Até os cartões de Natal e de aniversário estão vetados no papel.

“Chega de cartões e envelopes”, disse Nalini, que considera o Judiciário o “mais antiecológico dos Poderes”.

Além da economia que a medida propicia, um quadro de servidores que se dedicava à tarefa de produzir cartões pessoais agora poderá sair do desvio de função para cuidar da atividade fim do Judiciário, ou, na definição de Nalini, “produzir decisões para resolver os conflitos humanos”.

O TJ de São Paulo, maior tribunal estadual do País – 55 mil servidores, 360 desembargadores, 2,4 mil juízes de primeiro grau – não tem um levantamento sobre quanto gasta com a impressão de cartões de festas. “Somos pobres nesse tipo de apuração, mas é sempre uma economia”, destaca o desembargador, que tomou posse administrativa na Presidência do TJ quinta feira, 2.

O orçamento da Corte é de R$ 6,8 bilhões para 2014. Desse montante R$ 6,5 bilhões são destinados à folha de vencimentos dos magistrados e dos servidores. Sem contar as gratificações e o impacto das 4 mil nomeações de 2013.

“Só posso economizar nas pequenas coisas”, observa José Renato Nalini.

Durante uma primeira reunião com os juízes assessores e, depois, reunido com os secretários, Nalini disse que o Judiciário gasta muito papel.

Para dar o exemplo, Nalini vetou convite escrito até para sua posse solene, na Sala São Paulo, dia 3 de fevereiro. “Proibi envelopes internos, imprimir ofícios, mandar cartões de felicitações. Agora é tudo por e-mail. É preciso levar a sério a informatização, que está adiantada e é irreversível. Parece pouco, mas se economizarmos nas pequenas coisas vamos ter como custear as grandes demandas. Por isso, a importância da digitalização dos processos, gradualmente, sem ferir interesse nenhum.”

 

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