Por que Barroso autorizou o novo inquérito contra Temer

Por que Barroso autorizou o novo inquérito contra Temer

Leia a íntegra da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal que põe presidente sob investigação por seu Decreto dos Portos

Breno Pires e Rafael Moraes Moura, de Brasília

13 Setembro 2017 | 04h35

Michel Temer. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O presidente Michel Temer tornou-se alvo de uma nova investigação nesta terça-feira, 12. O ministro Luís Roberto Barroso decidir pela abertura de inquérito contra o peemedebista para apurar fatos relacionados ao Decreto dos Portos, editado em maio, que teria favorecido uma empresa do setor. A apuração se dará sobre possíveis crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e corrupção passiva.

Também será investigado o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, apontado como o homem da mala depois de ter sido flagrado correndo por uma rua de São Paulo carregando 10 mil notas de R$ 50, ou R$ 500 mil, suposta propina da JBS.

COM A PALAVRA, A DEFESA DO PRESIDENTE

Em petição ao ministro Luís Roberto Barroso, no âmbito do novo inquérito contra Michel Temer, o defensor do peemedebista, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, afirma que os autos estão ‘contaminados por inverdades’.

“As alegações aduzidas nos presentes autos, no que diz respeito ao sr. presidente da República, estão contaminadas por inverdades e distorções maliciosas da realidade, visando o enfraquecimento de seu governo, a instabilidade das instituições e da própria sociedade brasileira”, afirma Mariz.

O advogado ainda destaca que ‘para a surpresa do sr. presidente, seu nome foi, mais uma vez, envolvido em alegações falaciosas e descabidas’.

“É absolutamente impertinente a conclusão de que informações foram veiculadas à terceiros, objetivando a captação de recursos ilícitos para seu proveito por parte de funcionários de seu próprio governo”, argumenta o criminalista.

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