Por que a PF indiciou ‘Amigo’ Lula por corrupção

Por que a PF indiciou ‘Amigo’ Lula por corrupção

Leia o despacho do novo enquadramento do ex-presidente e o relatório final de investigação com 142 páginas em dois inquéritos que incluem, ainda, a ex-primeira dama Marisa, o ex-ministro Antonio Palocci e mais quatro alvos da Lava Jato

Ricardo Brandt, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

13 Dezembro 2016 | 10h59

Lula. Foto: Reprodução

Lula. Foto: Reprodução

Ao indiciar outra vez o ex-presidente Lula por corrupção, nesta segunda-feira, 12, a Polícia Federal concluiu que o ‘Amigo” – como o petista era identificado em planilha de corrupção da Odebrecht, segundo os investigadores da Operação Lava Jato – recebeu R$ 8 milhões, em duas etapas, a primeira entre novembro e dezembro de 2012, ao outra entre janeiro e outubro de 2013.

DOCUMENTO:

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Além do ex-presidente, a PF indiciou Glaucos da Costamarques, o advogado do petista Roberto Teixeira, Demerval de Souza Gusmão Filho, o ex-ministro Antonio Palocci, seu ex-assessor Branislav Kontic e a ex-primeira dama Marisa.

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COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA JOSÉ ROBERTO BATOCHIO:

“A aquisição que teria sido mas que nunca foi (do terreno para o Instituto Lula), portanto, estamos orbitando na esfera do delírio e da falaciosidade. Com relação a Palocci e Brani o assunto é mais grave, como não se conseguiu provar nada contra ambos até agora e a ação penal que contra eles está em curso está fadada ao colapso, a menos que se violente a prova para satisfazer objetivos pessoais e os entenda culpados. Agora busca-se, digamos assim, lateralmente, envolve-los em fatos com os quais eles nunca nada tiveram a ver.

Palocci e Brani desconhecem completamente projetos relativos a edificação do Instituto Lula e muito menos têm qualquer conhecimento sobre contrato de locação em um edifício operário em São Bernardo do Campo. Portanto o que se quer é fabricar provas contra ele (Palocci), até quando, enfim, suportaremos este estado de coisas?

Com relação a Roberto Teixeira, um advogado é que está agora processado por ato praticado no exercício da sua profissão a história explica. O primeiro ato do nacional-socialismo na década de 1930 quando este partido chegou ao poder e fez maioria no Bundestag  (parlamento alemão), a primeira lei foi, proibir os judeus de advogarem, tornando crime qualquer ação de judeus em relação a advocacia”

 

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