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PF quer transferir doleiro preso na Lava Jato para prisão de segurança máxima

Mateus Coutinho

10 Abril 2014 | 17h00

Alberto Youssef, alvo da operação da Polícia Federal, poderá ser levado para Catanduvas, destinada a presos de ‘alta periculosidade’

por Fausto Macedo

(Atualizado às 18h) A Polícia Federal pediu autorização para transferir o doleiro Alberto Youssef para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná.

Primeira prisão federal de segurança máxima, Catanduvas é destinada exclusivamente a presos de “alta periculosidade”.
Youssef foi capturado no dia 17 de março pela Operação Lava Jato, investigação sobre lavagem de pelo menos R$10 bilhões.

Ligado ao deputado André Vargas (PT-PR), Youssef é apontado como o cabeça do esquema. A Lava Jato apreendeu “documentos explosivos” com o doleiro, informam investigadores do caso.

Esses documentos podem indicar outras ligações de Youssef, inclusive com outros parlamentares. A investigação revela que o doleiro usou empresas de fachada para se infiltrar em órgãos públicos federais. Ele seria o verdadeiro dono da Indústria Labogen, que tentou contrato no Ministério da Saúde.

Youssef também é ligado ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, a quem presenteou com uma Range Rover Evoque, de R$ 250 mil. A PF pediu também a transferência de outro doleiro, Carlos Habib Chater.

No pedido de remoção de Youssef e de Chater para Catanduvas, a PF argumenta que a carceragem da superintendência regional no Paraná é reservada para presos provisórios.

A PF considera recomendável o deslocamento de Youssef por causa da extensão da Lava Jato e suas implicações. Para os investigadores, a medida garantirá a integridade do doleiro e até de outras pessoas que se sentem ameaçadas com sua presença na custódia da corporação, em Curitiba.