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PF prende fraudadora da Previdência que responde a 211 processos

faustomacedo

22 agosto 2014 | 14:57

Mulher de 58 anos tem contra si 27 mandados de prisão

A Polícia Federal prendeu na manhã desta sexta feira, 22, em Guarulhos, na Grande São Paulo uma ex-funcionária do INSS, apontada como fraudadora da Previdência Social. Regina Helena de Miranda, segundo a PF, era “uma das mulheres mais procuradas pela Justiça”. Ela estava foragida havia 7 anos.

Condenada por fraudes no pagamento de benefícios previdenciários, a ex-funcionária do INSS tem contra si 27 mandados de prisão e responde a 211 processos criminais por estelionato na Justiça Federal. Também existem 17 inquéritos em curso contra ela. Calcula-se que Regina poderá pegar mais de 200 anos de prisão se condenada em todas ações.

Após 3 meses de investigação, a Polícia Federal conseguiu localizar e prender Regina, de 58 anos, no momento em que chegou em uma clínica para tratamento odontológico.

Regina trabalhou como agente administrativa no posto do INSS localizado no Brás, região central da Capital de São Paulo, e foi demitida por “comprovado envolvimento em fraudes para concessão de aposentadorias e outros benefícios”.

A PF constatou que a fraudadora fazia uso constante de disfarces. Nos últimos 60 dias, mudou pelo menos cinco vezes de aparência, informou o delegado Ulisses Francisco Mendes, da Delegacia de Combate a Crimes Previdenciários da PF em São Paulo. “Ela é muito perspicaz, da quadrilha é a mais inteligente”, avalia o delegado Ulisses, um policial veterano.

Desde o ano de 2010 ela mudou de endereço diversas vezes. Morou por algum tempo em Nova Resende (MG), mas saiu da cidade com a morte da mãe. Veio para São Paulo e residiu no bairro da Vila Maria, na zona Norte da Capital. Depois, migrou para São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Além de Regina Helena, outras duas ex-funcionárias do INSS já estão presas por envolvimento no esquema de concessão fraudulenta de benefícios. “Na agência da Previdência do Brás elas faziam vistas grossas e os benefícios eram liberados”, esclareceu o delegado.