PF põe Rei Leão nas ruas contra fraudes no IR

PF põe Rei Leão nas ruas contra fraudes no IR

Justiça bloqueia bens imóveis de investigados no montante de R$ 4 milhões e auditor da Receita é afastado das funções.

Luiz Vassallo e Julia Affonso

19 Maio 2017 | 17h26

Foto: Divulgação

A Polícia Federal, com o apoio da Corregedoria da Receita, deflagrou nesta sexta-feira, 19, a Operação Rei Leão, com o objetivo de desarticular esquema criminoso de fraude ao Imposto de Renda, tanto de pessoas físicas como de pessoas jurídicas.

A PF cumpriu 3 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Bertioga. A ação foi autorizada pela Justiça Federal em São Paulo.

A pedido da PF, foram bloqueados bens imóveis e valores no montante de R$ 4 milhões. Um auditor fiscal da Receita foi afastado de suas funções.


O inquérito policial aponta que um ‘consultor tributário” obteve restituições de imposto de renda a seus clientes, ‘sem que tivessem efetivamente sido feitos os pagamentos declarados’.

Segundo as investigações, a fraude consistia na manipulação do sistema da Receita, ‘com o auxílio de um servidor público atuante na fiscalização dessas declarações, de diversas maneiras’.

Os investigadores descobriram que o grupo fazia uso do alerta de inconsistências nas declarações para isentar os contribuintes envolvidos e a exclusão ‘manual’ do sistema de fiscalização. O prejuízo contabilizado até o momento é de cerca de R$ 4 milhões em restituições fraudulentas.

A PF destacou que os investigados vão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de violação de sigilo funcional, inserção de dados falsos em sistemas computacionais e sonegação fiscal, cujas penas variam de 2 a 12 anos de reclusão e multa.

Agora, os investigadores buscam identificar todos os ‘clientes’ dos alvos da Rei Leão que terão auditadas suas declarações de IR para responsabilização, tanto do ponto de vista criminal quanto do ponto de vista administrativo, ‘daqueles que se serviram do esquema fraudulento’.

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