PF pede mais 60 dias para investigar Temer no inquérito dos R$ 10 mi da Odebrecht

PF pede mais 60 dias para investigar Temer no inquérito dos R$ 10 mi da Odebrecht

Investigação é embasada em delação de executivos da empreiteira que cita suposto acerto de R$ 10 milhões, no Palácio do Jaburu, para a campanha de 2014, quando emedebista era candidato a vice

Fábio Serapião/BRASÍLIA

15 Maio 2018 | 22h04

Michel Temer. Foto: AP Photo/Eraldo Peres

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal mais 60 dias para investigar o presidente Michel Temer no inquérito baseado na delação de executivos da Odebrecht. A delação menciona um suposto repasse de R$ 10 milhões para candidatos do grupo de apoio ao então candidato a vice-presidente, em 2014, acertado em jantar no Palácio do Jaburu.

Em pedido no âmbito do inquérito, a PF justifica que ainda restam diligências e depoimentos a serem tomados.

O executivo Marcelo Odebrecht confessou, em sua delação premiada à Lava Jato, que acertou com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, um repasse de R$ 10 milhões para candidatos do grupo de apoio ao então candidato a vice-presidente Michel Temer, em 2014.

O ex-presidente da maior empreiteira do país ainda revelou ter feito ‘um acordo’ com Padilha para que R$ 6 milhões do total doado fossem repassados à campanha de Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ao governo do Estado.

Ainda durante a campanha, em um jantar marcado entre o executivo da Odebrecht Cláudio Mello Filho, Marcelo, Eliseu Padilha e Michel Temer no Palácio do Jaburu, o acordo teria sido confirmado.

A construtora doaria R$ 10 milhões a Michel Temer, dos quais R$ 6 milhões seriam destinados pelo peemedebista à campanha de Paulo Skaf.

COM A PALAVRA, O PLANALTO

A reportagem entrou em contato com a assessoria do Planalto e da Casa Civil.