PF investiga má gestão que deu prejuízo de R$ 300 mi a fundo de pensão dos ferroviários

PF investiga má gestão que deu prejuízo de R$ 300 mi a fundo de pensão dos ferroviários

Operação Fundo Perdido, deflagrada nesta terça-feira, 8, tem como alvo diretores da Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer), fundo de pensão de empregados pertencentes à diversas empresas da área de transportes ferroviários

Fausto Macedo e Luiz Fernando Teixeira

08 Maio 2018 | 09h03

Polícia Federal. Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 8, a Operação Fundo Perdido, após ordem da 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Quatro mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão são cumpridos na investigação da má gestão dos recursos da Fundação Rede Ferroviária de Seguridade Social (Refer), fundo de pensão de empregados pertencentes à diversas empresas da área de transportes ferroviários.

O prejuízo estimado pela PF, que instaurou inquérito sobre o caso em 2014, é de quase 300 milhões de reais. Para o Ministério Público Federal, o valor é de quase R$ 270 milhões. Na época, a política de investimentos da Refer foi alterada, permitindo um afrouxamento no processo decisório da entidade que facilitou a realização de, ao menos, onze investimentos malsucedidos entre 2009 e 2016, em um valor total de R$ 422,6 milhões.

Essa alteração da política de investimentos da Refer ocorreu na gestão de três diretores, que tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça, juntamente com o Coordenador de Investimentos do Fundo de Pensão. O Comitê Diretor de Investimentos e o Conselho Deliberativo da REFER também decidiram pelo afrouxamento das regras.

São investigados os crimes de gestão fraudulenta e organização criminosa, tendo a Justiça determinado o afastamento cautelar de um diretor e de um gerente da REFER. Também foi determinada a apreensão dos passaportes de diversos empregados do Fundo de Pensão, além do bloqueio de bens e do afastamento de sigilo bancário e fiscal.

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar do Ministério da Fazenda (Previc) e o Ministério Público Federal (MPF) atuaram juntamente com a PF na apuração dos fatos, tendo a PREVIC efetuado diversas autuações administrativas dentro da sua atribuição fiscalizatória.

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