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ORçAMENTO

PF afirma que corte chega a R$ 151 milhões e põe sob ameaça operações

Em nota, corporação destaca que diretor-geral reuniu-se com secretário executivo do Ministério da Justiça

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Gustavo Aguiar, de Brasília

06 Janeiro 2016 | 22h01

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

Foto: Reprodução/Sindicato dos Delegados da Polícia Federal

A Polícia Federal divulgou nesta quarta-feira, 6, uma nota em que afirma que o corte previsto nos recursos destinados à instituição em 2016 é de R$ 151 milhões. De acordo com o órgão, a tesourada prevista na proposta orçamentária contempla montantes necessários ao “desenvolvimento pleno de todas as atividades do órgão”.

Ainda segundo a Polícia Federal, o Ministério do Planejamento informou que vai aguardar a aprovação da Lei Orçamentária Anual no Congresso para providenciar a recomposição no orçamento.

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“Em razão do corte orçamentário, o diretor-geral da PF reuniu-se com o Secretário Executivo do Ministério da Justiça, que já solicitou ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão a reposição no orçamento, para que não ocorra nenhum prejuízo às operações e projetos de melhoria e desenvolvimento da PF”, diz a nota.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a afirmar que a tesourada prevista nos recursos da Polícia Federal não afetará as investigações em curso no País, em especial a Lava Jato. “Não existe essa hipótese, isso é um factoide”, afirmou. O ministro admitiu, no entanto, que o corte é expressivo, “mas é equacionável”.

Para o ministro, ao divulgar uma carta em que afirma que o corte impactará as operações da Polícia Federal em curso, inclusive a Lava Jato, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) tenta, na verdade, discutir aumento salarial.

“Para dialogar com a sociedade, é mais fácil você falar de Lava Jato do que dizer que uma carreira que pode pleitear aumento legitimamente. Mas começa com 16 mil reais inicial e e vai a R$ 22 mil, sem contar com as vantagens. Não é tão fácil discutir num momento de crise. É uma estratégia, eu respeito”, disse o ministro.

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